Intenção de consumo das famílias recua pelo terceiro mês seguido, aponta pesquisa
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta semana, indica que, mesmo com baixos índices de desemprego, as famílias brasileiras continuam inseguras em relação ao futuro econômico, levando a uma redução no consumo. Segundo José Roberto Tadros, presidente do sistema CNC/Sesc/Senac, essa percepção de instabilidade reflete-se no comportamento de endividamento e inadimplência, que atingiu 30,5% em setembro, o segundo recorde consecutivo, e no patamar pessimista do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que chegou a 99,1 pontos entre as famílias de menor renda.
Insegurança e impacto na confiança do consumidor
De acordo com Tadros, apesar dos bons números no mercado de trabalho, a incerteza quanto à continuidade dessa resistência faz com que as famílias tentem economizar e posterguem seus gastos. “Ainda não sabemos por quantos meses o mercado de trabalho seguirá resistindo com números positivos, mas sabemos que a taxa de juros deve seguir em patamares elevados por um período considerável. Assim, é natural que consumidores se revelem menos otimistas quanto às condições de consumo”, afirmou Tadros.
Aumento no uso de crédito e desafios nas compras a prazo
Um aspecto que chama atenção na pesquisa é o crescimento na facilidade de compras a prazo, que registrado há cinco meses consecutivos, apresenta um aumento de 2,5% ao ano no acesso ao crédito. Por outro lado, o componente “Momento para Duráveis” continua apresentando a maior retração entre os itens analisados, com queda de 5,3% no ano, evidenciando a forte influência da taxa Selic alta sobre as operações de financiamento e compras a prazo, que se tornaram mais caras.
Perspectivas e fatores de risco
Especialistas apontam que o cenário de altas taxas de juros e a insegurança na economia podem manter o consumo em níveis baixos nos próximos meses. A crise de confiança dificulta o avanço da recuperação econômica e contribui para o aumento da inadimplência, que, segundo Tadros, ainda deve se manter elevada enquanto persistir a incerteza.
*Para mais detalhes, acesse a fonte original.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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