Hitachi Energy investe mais de R$ 1 bi no Brasil e aposta na modernização da transmissão

A Hitachi Energy, braço de energia de um conglomerado japonês, anunciou um investimento superior a R$ 1 bilhão no Brasil, impulsionado pela perspectiva de novos leilões de transmissão de energia e pela necessidade de modernizar a rede elétrica instalada no país, que encontra-se em sua maior parte obsoleta, afirmou Glauco Freitas, presidente da companhia, ao GLOBO. Há 71 anos atuando no Brasil, a empresa possui a maior base instalada de transmissão do país, conectando grandes hidrelétricas e parques eólicos e solares.

Planos de expansão e modernização do setor energético brasileiro

Segundo Freitas, o investimento é estratégico para atender à demanda crescente por energia e à substituição de equipamentos antigos, melhorando a eficiência do sistema de transmissão. Representantes do setor elétrico recomendam um planejamento conjunto entre fabricantes e órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), para acompanhar esse avanço.

Desafios na transmissão e o risco de desperdício de energia renovável

O executivo alertou para a necessidade de modernização do sistema de transmissão para evitar o “curtailment”, termo que se refere à interrupção da geração de energia renovável por falta de capacidade de transmissão. Essa deficiência, que tem se tornado mais frequente, resulta no desperdício de energia limpa, sobretudo solar e eólica, desperdiçada para evitar apagões.

Negócios e investimentos da Hitachi no Brasil

A empresa possui cinco unidades de negócios no país, incluindo fábricas de transformadores em Guarulhos (SP) e Blumenau (SC), além de uma nova unidade em Pindamonhangaba (SP), que deve ficar pronta em 2028. Com um investimento de US$ 6 bilhões entre 2024 e 2027, parte dessa quantia será destinada à expansão da produção no Brasil, promovendo a duplicação da capacidade de fabricação de transformadores.

Exportação e consumo nacional

Embora a maior parte da produção seja destinada ao mercado interno, a Hitachi também mira na exportação, que originalmente representava 40% da produção brasileira. O país deve consumir grande parte da produção, impulsionado por leilões, projetos de reindustrialização e investimentos em mobilidade elétrica, além de uma base instalada de equipamentos que data das décadas de 1980 e 1990. A expectativa é de que o setor receba cerca de R$ 50 bilhões em investimentos até 2029.

Desafios de mão de obra e Relações internacionais

Para suprir a demanda por mão de obra qualificada, a Hitachi vem recrutando aposentados e ex-funcionários, além de firmar parcerias com o Senai para treinar novos talentos na indústria 4.0. No âmbito internacional, a empresa planeja investir US$ 1 bilhão na construção de uma fábrica nos Estados Unidos para atender ao mercado externo e compensar possíveis dificuldades na obtenção de componentes nacionais.

Infraestrutura, digitalização e o futuro do setor energético

A modernização do sistema de transmissão é vista como chave para evitar apagões e integrar novos projetos de geração distribuída. A digitalização, com o uso de inteligência artificial e armazenamento de energia, pode otimizar o funcionamento da rede e diminuir o risco de interrupções. Segundo Freitas, esse avanço é fundamental para expandir a presença de data centers sustentáveis e de hidrogênio verde no Brasil, além de garantir maior eficiência na transição energética.

Para mais informações, acesse o fonte da reportagem.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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