Correios aprova plano de reestruturação com demissões e venda de ativos
A gestão dos Correios anunciou na sexta-feira (21) a aprovação de um plano de reestruturação para garantir liquidez e manter o papel de operador nacional de logística no país. O plano inclui várias ações, como um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV), fechamento de mil agências deficitárias e venda de imóveis que podem gerar R$ 1,5 bilhão.
Medidas para recuperação financeira
Segundo a estatal, o plano visa alcançar o equilíbrio financeiro em até 12 meses, com previsão de concluir um empréstimo de até R$ 20 bilhões até o final de novembro. A expectativa é que a empresa retome a lucratividade já em 2027, após período de ajuste para reduzir o déficit, que chegou a R$ 2,6 bilhões em 2024.
“Diante do cenário de queda de receitas e aumento de custos operacionais, a reestruturação contempla três fases: recuperação financeira, consolidação e crescimento”, justificou os Correios. A empresa também planeja modernizar a infraestrutura tecnológica e reestruturar a rede de atendimento, eliminando até mil pontos considerados deficitários.
Venda de ativos e expansão de negócios
Entre as ações previstas estão a monetização de ativos imobiliários, com potencial de arrecadação de R$ 1,5 bilhão, e a expansão do portfólio para comércio eletrônico. A avaliação de fusões e aquisições também faz parte do plano de médio prazo para reconstruir a companhia.
Compromisso com a universalização dos serviços
Os Correios reforçam o compromisso de manter os serviços postais em todo o território nacional, incluindo localidades remotas e de difícil acesso. “O novo modelo de negócio reforça a missão pública dos Correios”, destaca a empresa, que espera reduzir o déficit ao longo de 2025 e alcançar lucratividade em 2027.
Histórico e contexto recente
Na edição deste ano, o pacote de medidas já previa ações como o PDV, redução da jornada de trabalho para 6 horas diárias em unidades administrativas, suspensão de férias e fim do trabalho remoto. O último PDV, realizado até novembro, teve adesão de aproximadamente 3.500 empregados, gerando uma economia de cerca de R$ 750 milhões anuais.
Os Correios atuam em mais de 5.500 municípios do Brasil, com uma estrutura que inclui mais de 10 mil agências, 8 mil unidades operacionais e 80 mil funcionários diretos. Entre os serviços essenciais estão o envio de materiais escolares, provas do Enem, urnas eletrônicas e distribuição de alimentos em emergências.
Para mais detalhes, acesse a matéria completa no portal do IG Brasil.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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