Cláudio Castro renuncia ao governo do Rio de Janeiro
O governador Cláudio Castro (PL) renunciou nesta segunda-feira (23) ao governo do estado do Rio de Janeiro. A renúncia foi anunciada em evento realizado no fim da tarde. A cerimônia aconteceu no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul da cidade do Rio. A decisão de renunciar ao cargo vinha sendo debatida internamente desde o início da semana passada.
A Alerj ainda não foi comunicada oficialmente do pedido de renúncia. Sem isso, a medida ainda não vale na prática, embora já tenha sido anunciada publicamente pelo governador.
Pedido de vista foi solicitado pelo ministro Kassio Nunes Marques. Após o pedido, a ministra Cármen Lúcia, atual presidente do TSE, determinou que os trabalhos fossem retomados no próximo dia 24. Nos bastidores, o prazo inferior a 30 dias é visto como sinal de que outros pedidos não devem ser feitos.
Análise de casos do tipo exige “muita atenção” e “prova robusta”, afirma advogado. Segundo Sidney Neves, especialista em direito eleitoral, é preciso “um exame minucioso” num processo que pode “culminar em eventual cassação de mandato”, o que justifica, a seu ver, o pedido de vista feito hoj
Em 4 de novembro, caso já havia sido objeto de outra solicitação do mesmo tipo. À época, o ministro Antonio Carlos Ferreira pediu mais tempo para que ele e os demais ministros pudessem “melhor refletir sobre o voto e o processo”. O pedido foi atendido e o processo ficou parado por dois meses.
Após pedir vista em novembro, ministro Ferreira votou hoje por perda de cargo, inelegibilidade e multa para Castro e Rodrigo Bacellar. Ele destacou em seu voto o “notório reflexo eleitoreiro das ações” e o “método estruturado de promoção pessoal” do esquema de corrupção como fatores para o entendimento sobre o caso.
Além de Ferreira, ministra relatora do caso também votou pela condenação dos acusados. Isabel Galotti manifestou a posição em novembro de 2025.
Com os votos, placar até o momento é de 2 a 0 pela cassação do mandato dos réus. Em Brasília, há expectativa pela condenação.
Cinco ministros do TSE ainda não se manifestaram sobre o caso. São eles: a presidente do TSE, Cármen Lúcia, e os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.
Com informações do poder360.com.br
Share this content:














Publicar comentário