Brasil tem 12% mais bovinos que habitantes, aponta IBGE em 2024
Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na última quinta-feira (18), revelam que o Brasil possui 12% mais bovinos do que habitantes. Com um rebanho de 238,2 milhões de animais, o país continua líder na produção de carne bovina, apesar de uma leve queda de 0,2% em relação ao ano anterior devido ao ciclo pecuário.
Rebanho bovino em 2024 e destaque por regiões
Segundo o levantamento, o maior rebanho está em São Félix do Xingu, no Pará, um dos maiores polos de pecuária no Brasil. Apesar do crescimento consistente, o aumento no abate de fêmeas nos últimos anos tem impactado o número total de bovinos, refletindo tendências do setor. Ainda assim, essa quantidade supera em 12% a população estimada do país, que é de aproximadamente 212,5 milhões de habitantes.
Crescimento na produção de alimentos de origem animal
Galináceos e ovos em alta
O setor de aves também registrou recordes históricos: o total de galinhas chegou a 277,5 milhões, aumento de 6,8% em relação a 2023. A produção de ovos atingiu 64,8 bilhões de unidades, com Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, sendo destaque como a principal produtora, conhecida como “a capital do ovo” no Brasil.
O número de aves de corte totalizou 1,6 bilhão, ou seja, quase oito vezes a quantidade de habitantes, um aumento de 1,7% na PPM de 2024.
Leite, suínos, caprinos e ovinos atingem recordes
A produção de leite chegou a 35,7 bilhões de litros, representando um crescimento de 1,4% e movimentando cerca de R$ 87,5 bilhões. Apesar disso, o número de vacas ordenhadas caiu ao menor nível desde 1979, indicando aumento de produtividade.
Os suínos totalizaram 43,9 milhões de animais, enquanto os caprinos chegaram a 13,3 milhões, crescimento de 3,1%, ambos recordes históricos. Os ovinos também atingiram 21,9 milhões, com crescimento de 0,3%, ou seja, cerca de uma ovelha para cada 10 habitantes.
Produção de mel e aquicultura em alta
A produção de mel atingiu 67,3 milhões de quilos, o maior volume já registrado. Na aquicultura, a produção foi de 724,9 mil toneladas, sendo aproximadamente 70% de tilápia, refletindo a expansão do setor de peixes em cativeiro.
Implicações para o setor agropecuário
Especialistas destacam que, apesar do crescimento de alguns rebanhos, a redução no número de vacas leiteiras indica uma maior eficiência na produção de leite, com aumento da produtividade. O avanço na criação de suínos, caprinos e ovinos também aponta para uma diversificação das atividades no setor.
Os dados reforçam a importância do agronegócio brasileiro na economia nacional, além de evidenciar as estratégias para manter a competitividade diante de desafios globais e mudanças de mercado. A tendência é que a produção continue evoluindo com foco em sustentabilidade e inovação tecnológica.
Para mais detalhes, acesse a fonte aqui.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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