Anac realiza posse de novos diretores e revela prioridades para 2026

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deu posse, nesta quarta-feira (17), a três novos integrantes: o diretor-presidente Tiago Chagas Faierstein e os diretores Rui Chagas Mesquita e Antonio Mathias Nogueira Moreira. Os nomes foram indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e passaram por sabatina no Senado Federal.

Nova gestão e principais desafios para 2026

Tiago Chagas Faierstein afirmou ao g1 que uma das suas principais atenções na presidência será a questão do orçamento da agência. Para o próximo ano, o orçamento previsto é de R$ 113,9 milhões, o que representa uma redução de 5,83% em relação a 2025. Essa queda segue uma tendência de decréscimo observada nos últimos anos, segundo dados internos da própria agência.

Necessidades de recursos e funcionamento da Anac

Especialistas estimam que seriam necessários cerca de R$ 180 milhões para garantir o funcionamento adequado da agência. A diferença entre o orçamento previsto e as necessidades de recursos é um dos principais desafios enfrentados pela Anac atualmente, refletindo uma política de cortes que impacta sua capacidade de atuação.

Foco em questões judiciais e regulação do setor aéreo

Outra prioridade destacada pelo novo presidente será a questão da alta taxa de judicialização no setor aéreo. De acordo com Faierstein, tratar dos conflitos judiciais e das disputas regulatórias será fundamental para a estabilidade do setor em 2026. Especialistas apontam a judicialização como um dos maiores gargalos para o crescimento sustentável da aviação civil no Brasil.

O setor aéreo brasileiro passa por um momento de ajustes regulatórios e necessidade de maior eficiência na gestão. A atuação da nova diretoria da Anac terá impacto direto na retomada do desenvolvimento e na qualidade dos serviços oferecidos aos passageiros.

Perspectivas para o setor em 2026

Com o mandato de cinco anos, os novos diretores terão o desafio de equilibrar as limitações orçamentárias com a necessidade de modernizar a regulação e resolver questões jurídicas que afetam companhias aéreas e passageiros. A expectativa é que as ações adotadas possam influenciar positivamente a dinâmica do setor nos próximos anos.

Para mais detalhes, acesse a notícia completa no G1.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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