Silvio Mendes esclarece suspensão da vacina contra dengue do Butantan
O prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, acompanhado da equipe técnica da Fundação Municipal de Saúde (FMS), esclareceu nesta terça-feira (9) os motivos da suspensão da aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão, válida em todo o território nacional, segue orientação do Ministério da Saúde e tem caráter preventivo, reforçando o compromisso com a segurança da população.
A medida, anunciada ontem (8) pelo Ministério da Saúde, integra as estratégias de farmacovigilância, que monitoram continuamente a segurança das vacinas utilizadas nos programas de imunização.
O Brasil conta atualmente com duas vacinas contra a dengue: a nacional, do Instituto Butantan, suspensa temporariamente, e a vacina da farmacêutica Takeda, do Japão, que segue disponível normalmente para o público de 10 a 14 anos.
Até o momento, cerca de 500 mil doses já foram aplicadas em nível nacional. Foram registrados 42 eventos adversos não previstos em bula, dos quais três evoluíram para formas graves. Dois óbitos estão em investigação para verificar se há relação com a vacina.
Em Teresina, foram aplicadas 2.312 doses em profissionais da Atenção Primária. Seguindo orientação do Ministério da Saúde, as doses disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde estão sendo recolhidas até novas recomendações oficiais.

Monitoramento em Teresina
A Fundação Municipal de Saúde realiza o acompanhamento contínuo dos chamados ESAVI (Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização), cuja notificação é obrigatória.
Em 2026, as unidades de saúde da capital notificaram 43 eventos supostamente relacionados à vacina contra a dengue do Butantan. Todos foram considerados leves, compatíveis com reações já descritas em bula, como: prurido (coceira), manchas vermelhas pelo corpo, febre, dor de cabeça e dor muscular.
Não houve registro de eventos graves após a aplicação desse imunizante no município de Teresina.
Orientações à população
A suspensão é temporária e não significa que a vacina seja insegura. Eventos graves continuam sendo raros. Ainda assim, recomenda-se atenção aos sintomas nos 21 dias após a vacinação.
As pessoas vacinadas devem procurar atendimento caso apresentem sinais de alarme ou qualquer outro sintoma incomum.
De acordo com Emanuelle Dias, coordenadora de vacina da FMS, a suspensão da vacina do Butantan deve ser vista como uma demonstração de responsabilidade do sistema de vigilância sanitária. “Teresina segue todas as orientações técnicas do Ministério da Saúde, garantindo que a população esteja protegida e informada”, finalizou.
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