Dólar e Ibovespa sob alertas em dia de indicadores e tensões internacionais
Nesta sexta-feira (16), o dólar e o Ibovespa iniciam a sessão de olho em indicadores econômicos, eventos políticos e tensões internacionais que afetam os mercados. O mercado brasileiro monitora o IBC-Br de novembro, enquanto no exterior, dados da indústria dos EUA e discursos do Federal Reserve movimentam o cenário financeiro.
Dólar e indicadores econômicos no foco
O dólar iniciou o dia com leve alta, acumulando uma valorização de 0,05% na semana, enquanto o Ibovespa registra alta de 1,35% na mesma fase. Para o mês, o dólar caiu 2,20%, alinhado às expectativas de estabilidade, e o índice da bolsa brasileira teve avanço de 2,76%.
No Brasil, o mercado analisa o recuo de 0,25% do IBC-Br em novembro, divulgado nesta manhã, que indica provável crescimento de 0,35% no PIB do trimestre. Além disso, a Petrobras anunciou encerramento de 2025 com produção acima do previsto, fortalecendo o cenário interno positivo.
Agenda política e internacional
Internamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa de evento pelos 90 anos do salário-mínimo, com agendas também com Ursula von der Leyen e António Costa. Enquanto isso, o Banco Central discursa com o presidente Gabriel Galípolo, buscando sinalizar estabilidade na política monetária.
No cenário externo, atenção especial aos números da produção industrial dos EUA, referentes a dezembro, além de discursos de dirigentes do Fed, entre eles Michelle Bowman e Philip Jefferson, que podem influenciar o câmbio e os mercados acionários.
Tensões geopolíticas e suas repercussões
Medidas dos EUA e o conflito com o Irã
As ações do governo americano continuam a causar flutuações globais. A imposição de tarifa de 25% sobre chips de inteligência artificial — parte do esforço de reduzir a dependência dos EUA de semicondutores asiáticos — reflete uma estratégia de segurança econômica, segundo o Departamento de Comércio.
Paralelamente, o conflito com o Irã segue sob atenção. Após anúncio de suspensões de execuções, o governo Trump advertiu que possíveis medidas duras podem ser tomadas, aumentando a tensão no Oriente Médio. Segundo analistas, uma maior pressão dos EUA pode impulsionar as commodities, beneficiando o mercado acionário brasileiro.
Disputa pela Groenlândia e impactos globais
Trump voltou a mencionar a possível anexação da Groenlândia, o que gerou reações contrárias na Europa. Alemanha, França e Escandinávia enviaram tropas para a ilha, numa tentativa de reforçar a segurança na região. A situação mantém os investidores cautelosos, mas também alimenta especulações sobre os próximos movimentos políticos.
Dados econômicos e desempenho das bolsas
Nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 198 mil, sinalizando resiliência do mercado de trabalho, apesar das incertezas provocadas por políticas comerciais e digitais. A bolsa de Nova York fechou em alta, liderada pelo setor financeiro, enquanto na Europa, os principais índices também subiram, impulsionados por bons resultados corporativos e sinais de economia robusta.
Na Ásia, o mercado se diversifica com Hong Kong em alta, enquanto Xangai recua após regulações mais rígidas. O otimismo com tecnologia impulsionou o Nikkei e o MSCI Ásia-Pacífico atingiu novo pico em meio às expectativas de avanços em inteligência artificial.
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Com informações do Jornal Diário do Povo
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