Participação de ações brasileiras no MSCI EM cresce em 2025

A participação de ações brasileiras no índice MSCI de Mercados Emergentes (MSCI EM) registrou um leve aumento em 2025, chegando a 4,32%, contra 4,06% em 2024. A última vez que o país apresentou crescimento semelhante foi em 2023, quando sua fatia passou de 3,99% em 2022 para 5,26%. Este movimento indica um retorno gradual do mercado brasileiro ao cenário internacional de investimentos, impulsionado pela valorização dos papéis na Bolsa de Valores.

Valorização da Bolsa e ingresso de investidores estrangeiros

O aumento da participação reflete a valorização recente dos ativos brasileiros na Bolsa, que no ano passado teve o índice Ibovespa valorizado em 34% em reais e 50,9% em dólares, segundo dados da Jornal O Globo. Este desempenho atraiu o interesse de investidores internacionais, que investiram um saldo positivo de R$ 25,4 bilhões na Bolsa em 2025, revertendo o saldo negativo de 2024, quando R$ 32 bilhões saíram do mercado.

Razões para o aumento na participação brasileira

A MSCI destacou que a mudança de peso do Brasil foi impulsionada pelo desempenho relativo do país frente a outros mercados emergentes ao longo de 2025. “Essa mudança de peso foi impulsionada principalmente pelo forte desempenho relativo do Brasil em comparação com outros mercados emergentes ao longo de 2025”, afirmou a consultoria em nota oficial.

Segundo especialistas, a recuperação da participação brasileira também depende de fatores macroeconômicos, como a redução da relação dívida/PIB, que poderia elevar o grau de investimento do país e ampliar ainda mais a participação na carteira do índice.

Composição e liderança do índice

O MSCI EM possui como principais participantes a China, com 27,6%, Taiwan, com 20,6%, e Índia, com 15,3%. O Brasil, com 4,32%, voltou a ocupar a quinta colocação na cesta de países. Essa melhora ocorre após o país ter atingido, em 2024, seu menor percentual desde 2010, com 4,06%, influenciado pela desvalorização das ações e do real no mesmo período.

As empresas brasileiras que integram o índice ainda permanecem em sigilo, mas a consultoria divulgou o top 10 de empresas de mercados emergentes mais influentes. Liderando o ranking está a TSMC, gigante taiwanesa de chips, com 11,88%, seguida pela chinesa Tencent, com 4,82%, e pela sul-coreana Samsung, com 3,85%. A chinesa Alibaba também figura entre as principais, com 3,08% do índice.

Perspectivas para o mercado brasileiro

Analistas veem o crescimento da participação brasileira como um sinal positivo para a Bolsa do país. Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, comemora: “É excelente. Você estar ali obriga os fundos que seguem o índice a comprar a sua ação.” Ele destaca ainda que outras medidas macroeconômicas, como a redução da dívida pública, podem impulsionar ainda mais essa participação.

O movimento de aumento de peso das ações brasileiras no MSCI EM demonstra uma recuperação de confiança e potencial de valorização, que pode atrair mais investimentos e reforçar a posição do Brasil no cenário de mercados emergentes.

Para mais detalhes, confira a matéria completa no Jornal O Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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