Unimed Ferj e o risco de suspensão de atendimento aos usuários
Segundo a associação, a decisão de suspender os atendimentos é uma recomendação que pode ou não ser seguida pelas unidades. A medida aumenta as dúvidas dos usuários de planos de saúde na região, especialmente em meio à crise financeira enfrentada pela operadora e às tensões com órgãos reguladores e prestadores de serviços.
Responsáveis e prazos para possíveis interrupções
Unidades que optarem por suspender atendimentos podem fazê-lo em até 30 dias, mediante notificação ao Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), às secretarias municipal e estadual de Saúde, além do Sistema Unimed. A decisão ainda depende de formalização desses alertas, com previsão de notificação ainda nesta semana, conforme informações da Associação de Hospitais do Rio (Aherj).
Reação oficial e preocupações da ANS
O presidente da ANS, Wadih Damous, considerou a postura das unidades como algo que “beira o ilícito” e afirmou que hospitais não podem ameaçar a suspensão de atendimentos ou colocar a saúde dos usuários em risco. “Ameaçar vidas e saúde é uma atitude inaceitável”, destacou Damous. Para mais detalhes, veja a reportagem completa.
Relacionamento da Unimed Ferj com a crise financeira
A Unimed Ferj, que assumiu a carteira da Unimed Rio em crise, enfrenta dificuldades financeiras, incluindo atrasos no pagamento de hospitais, clínicas e profissionais conveniados. Para tentar administrar a situação, a ANS colocou em prática um arranjo de compartilhamento de risco, no qual a Unimed do Brasil passou a assumir 90% da receita das mensalidades para cobertura de despesas e dívidas, enquanto os 10% restantes permanecem com a Ferj. Apesar do endividamento de cerca de R$ 2 bilhões, a operadora nega que haja dívida de tal valor.
Perguntas e respostas sobre o cenário atual
Até quando o atendimento nos hospitais conveniados está garantido?
De acordo com a presidente da Aherj, os hospitais não são obrigados a seguir a decisão de suspensão. A entidade informa que as unidades terão 30 dias a partir da notificação oficial para responder às autoridades. Todos os procedimentos e ações judiciais envolvendo planos de saúde concentram-se atualmente em 47% do total do setor na Justiça, conforme dados recentes.
E quanto às cirurgias e exames marcados para o próximo mês?
Caso a suspensão seja efetivada, pacientes com procedimentos eletivos — como cirurgias e exames — podem ser afetados mesmo com agendamento em andamento. A exceção fica para quem estiver internado ou em tratamento, que continuará a ter atendimento garantido, sem interrupções.
Como buscar atendimento atualmente?
A ANS determinou que a Unimed do Brasil, gestora nacional, assuma a carteira da Ferj e compartilhe os riscos das operações. Desde novembro, a operadora firma acordos com diversas redes hospitalares e laboratórios, incluindo o Hospital Israelita Albert Sabin, Rede Dasa, Hospital Pró-Cardíaco, entre outros, para ampliar o atendimento aos usuários.
Quais hospitais continuam atendendo?
Embora muitas unidades permaneçam operando, os 13 hospitais da Rede Casa — incluindo o Casa São Bernardo e Casa Evangélico — continuam sem receber usuários da Ferj, que reclama mais de R$ 200 milhões devidos pelos serviços prestados. A Rede D’Or também interrompeu atendimentos em fevereiro de 2025, agravando o quadro de crise.
Os direitos dos usuários e as obrigações das operadoras
Segundo especialista em Direito à Saúde, Rafael Robba, a legislação prevê que o plano deve manter a rede credenciada oferecida na contratação. Mudanças podem ocorrer, desde que previamente comunicadas ao usuário com pelo menos 30 dias de antecedência. Consumidores insatisfeitos podem exercer a portabilidade de carências, especialmente se houver exclusão de hospitais ou unidades de emergência, sem necessidade de cumprir prazos habituais.
Infelizmente, instabilidades no sistema de atendimento
Relatos de instabilidades no aplicativo, SAC e site da operadora são frequentes, levando o Procon Carioca a notificar a Unimed pela indisponibilidade recorrente e problemas graves nas plataformas. A Unimed atribui as falhas a uma atualização necessária devido ao compartilhamento de risco com a Unimed do Brasil.
Alterações na carteirinha e continuidade do atendimento
Houveram mudanças no número da carteirinha digital, que já está disponível, mas a antiga ainda pode ser usada temporariamente sem prejuízo. A Ferj afirma que mantém contratos com cerca de 40 hospitais na região e que a maioria já possui acordos com a Unimed do Brasil. A operadora reforça que permanece aberta ao diálogo e nega qualquer dívida relativa à assistência.
Até o momento, a Unimed do Brasil ainda não respondeu oficialmente às solicitações de esclarecimento. Para mais informações e atualizações, acesse a reportagem completa.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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