UE planeja eliminar tarifas sobre fertilizantes para impulsionar acordos comerciais

O comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, revelou que a União Europeia pretende eliminar as tarifas alfandegárias de 6,5% sobre ureia e 5,5% sobre amoníaco. Essas medidas fazem parte de um esforço para fortalecer acordos comerciais e facilitar a importação de fertilizantes, essenciais para o setor agrícola.

Eliminação de tarifas e incentivos às isenções de carbono

Segundo Sefcovic, a UE também irá incentivar os legisladores a promover legislação que permita a isenção temporária das taxas de carbono nas fronteiras. Isso visa reduzir custos para produtores e garantir maior competitividade no mercado global, especialmente em um momento de disparada nos preços de fertilizantes.

“A redução das tarifas e as isenções de carbono são estratégias para conquistar apoio ao acordo UE-Mercosul, promovendo uma cooperação mais forte entre as regiões”, afirmou o comissário em declarações divulgadas nesta semana. Além disso, a medida busca equilibrar interesses econômicos e ambientais da União Europeia.

Contexto e impacto no comércio internacional

A iniciativa ocorre em um momento de negociações acirradas entre a UE e o bloco Mercosul, com o objetivo de ampliar o comércio de fertilizantes e outros produtos agrícolas. O movimento também refletiria o esforço da Europa em diminuir o impacto das tarifas sobre setores essenciais, como o agrícola e o químico.

Segundo especialistas, a eliminação dessas tarifas pode facilitar a entrada de fertilizantes mais competitivos, impactando positivamente os custos de produção agrícola na Europa. Além disso, a possibilidade de isenções temporárias de tarifas de carbono pode aliviar a pressão sobre produtores durante o período de transição para sistemas mais sustentáveis.

Próximos passos e expectativas

A Comissão Europeia continuará negociando com os legisladores e setores afetados para definir detalhes da implementação das medidas. Espera-se que as mudanças entrem em vigor ao longo dos próximos meses, reforçando a posição da UE nas negociações internacionais de comércio.

Para acompanhar as atualizações, confira a matéria completa no G1.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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