Mercado imobiliário brasileiro fecha 2025 com alta de 6,52%
O mercado imobiliário residencial brasileiro encerrou 2025 com aumento de 6,52% nos preços de venda, de acordo com o Índice FipeZAP, superando a inflação de 4,46% até novembro, segundo o IBGE. O desempenho marca o segundo melhor resultado dos últimos 11 anos, atrás apenas de 2024, que registrou alta de 7,73%, refletindo uma retomada do setor mesmo em um ambiente de juros elevados.
Valorização impulsionada por bairros de alto padrão
Dentro do cenário de crescimento, bairros nobres mantêm seu status de destaque. O Leblon, no Rio de Janeiro, reafirmou sua posição como o metro quadrado mais caro do Brasil, atingindo R$ 25.717 em dezembro de 2025, uma valorização de 6,6% na comparação com o ano anterior. Ipanema aparece logo atrás, com R$ 25.302. Segundo especialistas, a combinação de oferta restrita, localização privilegiada e perfil patrimonial dos compradores contribui para a resistência do bairro a ciclos mais bruscos de valorização ou correção.
Outros bairros e cidades em destaque na valorização
São Paulo também apresenta bairros tradicionais com alta nos preços, como o Itaim Bibi, com valor médio de R$ 19.468 por metro quadrado (+5,9%), e Pinheiros, com valorização de 2,7% atingindo R$ 18.355. Fora do eixo Rio-São Paulo, a Savassi, em Belo Horizonte, destacou-se, com alta de 13,2%, chegando a R$ 18.053, o maior avanço percentual entre as cidades monitoradas.
Democratização e tendência de valorização geral
Mesmo com o protagonismo de bairros nobres, o levantamento aponta que todas as 56 cidades monitoradas tiveram aumento de preços em 2025. O valor médio do metro quadrado residencial no país atingiu R$ 9.611 em dezembro. Destaca-se ainda a valorização dos imóveis compactos, liderada por unidades de um dormitório, que tiveram alta de 8,05%, com preço médio de R$ 11.669 por metro quadrado.
Regiões com maior valorização brasileira
Na regionalidade, o Sul e o Sudeste dominam o ranking de preços. Balneário Camboriú, em Santa Catarina, manteve a liderança com R$ 14.906 por metro quadrado, seguida por Itapema, com R$ 14.843, e Vitória, com R$ 14.108. A capital capixaba apresentou o maior avanço percentual do período, de 15,13% em 12 meses, reforçando sua ascensão no mercado.
O cenário demonstra que, apesar do aumento de preços refletir a resiliência do setor, a preferência por imóveis de alta qualidade permanece forte, especialmente em áreas de valorização patrimonial constante.
*Fonte: Globo
Com informações do Jornal Diário do Povo
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