Trump afirma que Venezuela entregará milhões de barris de petróleo aos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (6) que o governo interino da Venezuela entrou em acordo para entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade aos EUA, em um momento de tensão política e econômica no país sul-americano. A informação foi divulgada via rede social pelo próprio líder norte-americano.
Contexto e detalhes do acordo
A fala de Trump ocorre três dias após uma operação militar estadunidense na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro, líder do governo chavista, causando a morte de pelo menos 55 militares venezuelanos e cubanos. Segundo o presidente americano, o petróleo venezuelano será vendido a preço de mercado e o dinheiro arrecadado será controlado pelos Estados Unidos, que garantirão seu uso em benefício do povo venezuelano.
“O petróleo será transportado por navios de armazenamento e direcionado para terminais de descarga nos Estados Unidos”, afirmou Trump. A quantidade a ser entregue equivale a cerca de dois meses de produção atual da Venezuela, que enfrenta severas restrições por sanções internacionais.
Operações e negociações em andamento
Antes da concretização do acordo, informações da agência Reuters indicaram que autoridades venezuelanas e americanas discutiam a exportação de petróleo bruto venezuelano para refinarias nos EUA, substituindo embarques que anteriormente seguiriam para a China. Desde dezembro de 2022, a Venezuela acumulou milhões de barris inutilizados em navios e tanques de armazenamento devido ao bloqueio imposto por Washington, que dificultou a exportação de petróleo e pressionou Maduro a negociar sua saída política.
Sanções e impacto na produção venezuelana
As sanções financeiras provocaram uma queda acentuada na produção petrolífera venezuelana, que caiu de um pico de 3,7 milhões de barris por dia em 1970 para aproximadamente 665 mil em 2021. Em 2023, a produção recuperou parcialmente, atingindo cerca de 1 milhão de barris diários, ainda longe de sua capacidade potencial, que é estimada em mais de 300 bilhões de barris de reservas comprovadas, a maior do mundo.
Apesar do potencial, o setor petrolífero venezuelano sofre com infraestrutura defasada, altos investimentos necessários e as sanções internacionais. Segundo analistas da Global Risk Management, aumentar a produção de forma rápida requer anos de investimentos e planejamento estratégico.
Perspectivas e implicações internacionais
O acordo de entrega de petróleo reforça a estratégia dos Estados Unidos de pressionar o governo de Maduro e ampliar sua influência na Venezuela. Trump também declarou que pretende abrir o setor petrolífero venezuelano para a atuação de grandes companhias americanas, com investimentos de bilhões de dólares para recuperar a infraestrutura destruída por décadas de má gestão e sanções.
“Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA vão investir na Venezuela, restaurar sua infraestrutura e gerar lucros para o país”, afirmou Trump. A expectativa é que a iniciativa possa acelerar o retorno ao mercado venezuelano de petróleo pesado, uma das principais riquezas do país, que atualmente produz apenas 1 milhão de barris por dia, representando menos de 1% da produção global.
Especialistas alertam, no entanto, que o processo de aumento da produção petroleira venezuelana não será imediato, devido aos altos custos e dificuldades técnicas envolvidos na recuperação do setor. A eventual venda dos barris venezuelanos ao mercado americano marca uma mudança na estratégia de contenção imposta pelos EUA desde 2019, buscando enfraquecer economicamente o regime chavista.
Para mais detalhes, acesse a matéria completa no G1.
Com informações do Jornal Diário do Povo
Share this content:










Publicar comentário