Petrobras confirma vazamento de fluido durante perfuração na Foz do Amazonas

A Petrobras comunicou na manhã desta segunda-feira (6) a ocorrência de vazamento de fluido de perfuração durante perfuração no poço Morpho, localizado na Foz do Amazonas, a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá. A perda foi rapidamente contida e as linhas afetadas serão retiradas para avaliação e reparo, afirmou a companhia em nota oficial.

Segurança e medidas adotadas pela Petrobras

Segundo a Petrobras, não há riscos à segurança da operação ou ao meio ambiente. A empresa destacou que o fluido utilizado é biodegradável e atende aos limites de toxicidade permitidos, estando sob controle total. “A perda do fluido foi imediatamente contida e isolada, sem impactar a estabilidade da sonda ou o progresso da perfuração”, afirmou a estatal.

Além disso, a companhia informou que notificou os órgãos reguladores competentes e seguiu todos os protocolos de controle de incidentes, reforçando o compromisso com a segurança operacional.

Contexto da exploração na região e importância do poço Morpho

O poço Morpho, situado na Bacia da Foz do Amazonas, faz parte de uma nova fase de exploração da Petrobras na área, que recebeu licença do Ibama em 20 de outubro. A licença foi concedida após o início do processo de perfuração, iniciado na mesma data, marcando a retomada de atividades na região经过 anos de estudos e análises ambientais.

Com uma profundidade total de 7.081 metros, sendo 2.880 metros de profundidade de água, o poço está localizado em águas profundas e é alvo de críticas por ambientalistas, que alertam para o risco à rica fauna e flora marinha, além de comunidades indígenas que vivem na proximidade da costa.

Perspectivas de exploração e reservas potenciais

De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a região da Foz do Amazonas pode abrigar uma reserva de até 6,2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), enquanto as reservas totais da Petrobras somam 11,4 bilhões de boe. A perfuração do poço Morpho tem duração prevista de cinco meses, durante os quais serão obtidas informações geológicas adicionais para avaliar a presença de petróleo e gás na área, sem que haja a fase de produção neste momento.

Além da Foz do Amazonas, a Petrobras realiza também atividades exploratórias na Bacia do Potiguar, no litoral do Rio Grande do Norte, onde já perfurou dois poços sem confirmação de reservas. Nos próximos meses, a expectativa é iniciar a perfuração de um terceiro poço na região.

Desafios ambientais e futuros passos

A operação na região, considerada estratégica, enfrenta obstáculos devido às críticas de ambientalistas, que apontam para a intensa biodiversidade e sensibilidade ecológica da área, composta por manguezais e comunidades tradicionais.

A Petrobras declarou que continuará seguindo rígidos protocolos de segurança e ambientais em suas atividades de exploração na região, buscando equilibrar seus objetivos econômicos e as responsabilidades ambientais.

Para acompanhar o desenvolvimento das operações e as medidas de controle, acesse a fonte original: Fonte.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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