Exportações do Brasil para os EUA caem 6,6% em 2025, afetadas por tarifa de Donald Trump

As exportações do Brasil para os Estados Unidos diminuíram 6,6% em 2025, totalizando US$ 37,7 bilhões, em comparação com US$ 40,3 bilhões em 2024, conforme dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Essa queda reflete os impactos das tarifas de 50% impostas pelo governo de Donald Trump a alguns produtos brasileiros, elevando os custos de exportação e prejudicando tanto empresários nacionais quanto consumidores americanos.

Balança comercial e recorde de exportações

Apesar da redução nas exportações para os EUA, o Brasil atingiu o melhor resultado da série histórica desde 1989 em suas exportações totais, que alcançaram US$ 349 bilhões em 2025. O valor foi US$ 9 bilhões superior ao recorde anterior, registrado em 2023, representando um aumento de 3,5% em relação a 2024.

Em dezembro de 2025, a balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 9,6 bilhões, evidenciando a força do comércio exterior do país mesmo diante das dificuldades enfrentadas nas relações com os Estados Unidos.

Destaques das exportações em dezembro de 2025

Setores principais:

  • Agropecuária: US$ 5,7 bilhões;
  • Indústria extrativa: US$ 7,8 bilhões;
  • Indústria de transformação: US$ 17,4 bilhões.

Exportação por regiões em dezembro

  • Ásia: US$ 12,6 bilhões;
  • América do Norte: US$ 4,8 bilhões;
  • América do Sul: US$ 3,6 bilhões;
  • Europa: US$ 5,6 bilhões.

Dados sobre importações em dezembro de 2025

Os principais itens importados foram bens de capital, com US$ 3,7 bilhões; bens intermediários, US$ 11,9 bilhões; bens de consumo, US$ 3,4 bilhões; e combustíveis, US$ 2,3 bilhões.

Importações por regiões em dezembro

  • Ásia: US$ 8,3 bilhões;
  • América do Norte: US$ 3,9 bilhões;
  • América do Sul: US$ 2,2 bilhões;
  • Europa: US$ 5,4 bilhões.

Segundo especialistas, as tarifas americanas contribuíram para diminuir as exportações brasileiras para os EUA, mas o país manteve um desempenho positivo na balança geral, impulsionado pelo crescimento em outros mercados e setores estratégicos.

Para mais detalhes, acesse a matéria completa.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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