PicPay prepara IPO impulsionado por crescimento sólido, mas com hesitações sobre reputação da família Batista
O PicPay, fintech brasileira, está se preparando para realizar seu IPO nos Estados Unidos, impulsionada por um crescimento forte em 2025, mesmo enfrentando ressalvas relacionadas à reputação da família Batista, dona da empresa.
Reforço do IPO com apoio de investidores estratégicos
A oferta conta com um trunfo importante: a Bicycle, gestora do boliviano Marcelo Claure, será investidora-âncora, assegurando parte da demanda pelos papéis. Claure se destacou globalmente como um dos investidores mais relevantes recentemente, tendo passado pelo braço do SoftBank na América Latina e se associado à gigante Shein. Link: (Claure foi o principal porta-voz da Shein na polêmica da “taxa das blusinhas” no Brasil).
Desafios de reputação e obstáculos regulatórios
Apesar do apoio, a família Batista enfrenta resistência no mercado acionário americano, especialmente devido à sua ligação com escândalos passados. A tentativa de listar a JBS em Nova York foi marcada por obstáculos com consultorias de “proxy voting” e o Congresso, além de recomendações negativas da Glass Lewis, uma entidade independente que assessora investidores em assembleias de acionistas. Segundo a Glass Lewis, o retorno dos irmãos Joesley e Wesley Batista ao conselho da JBS gerou preocupação devido ao envolvimento em escândalos de grande repercussão. Fonte especializada indica que a reputação da família foi um fator relevante na formação do consórcio de bancos para o IPO do PicPay.
Participação dos bancos e desafios reputacionais
Participam do IPO bancos como Citigroup, Bank of America e RBC, mas houve instituições de peso que optaram por não se envolver devido às suspeitas relacionadas à reputação da família Batista. Outros bancos envolvidos incluem Mizuho, Wolfe e FT Partners. Para comparação, no IPO do Nubank, os coordenadores globais foram Morgan Stanley, Goldman Sachs e Citi, com apoio de HSBC, UBS, BB e Safra.
Contexto político e influência internacional
A proximidade da família Batista com o ex-presidente Donald Trump também gera resistência no Congresso. Antes de Trump assumir a presidência, Joesley Batista viajou a Caracas para solicitar que Nicolás Maduro deixasse o poder, de acordo com informações da Bloomberg. A agência também revelou que o governo norte-americano estava ciente dessas ações, e a subsidiária americana Pilgrim’s Pride doou US$ 5 milhões para a posse de Trump. Senadora Elizabeth Warren chegou a expressar preocupação sobre a contribuição da Pilgrim’s Pride ao fundo da posse de Trump, considerando possíveis favorecimentos políticos.
Crescimento robusto e perspectivas futuras
O futuro do PicPay é promissor, com crescimento sustentável. Nos nove primeiros meses de 2025, a fintech lucrou R$ 313,8 milhões, um aumento de 82% em relação ao mesmo período do ano anterior, somando R$ 7,26 bilhões em receitas totais. Especialistas avaliam que a combinação de crescimento sólido e o apoio de investidores estratégicos posiciona o IPO como uma oportunidade relevante no mercado financeiro global.
Para saber mais detalhes sobre o cenário do IPO e as estratégias da família Batista, acesse a reportagem completa no Link da Fonte.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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