Impacto da captura de Nicolás Maduro nos mercados da América Latina, aponta UBS

Após a captura de Nicolás Maduro pelo governo americano, analistas do UBS avaliam que os principais mercados da América Latina, como México e Colômbia, podem enfrentar maior volatilidade. O Brasil, por sua vez, apresenta uma perspectiva mais estável, beneficiando-se de uma melhora nas relações com os Estados Unidos, segundo relatório divulgado hoje.

Mercados latino-americanos sob influência da reconfiguração geopolítica

De acordo com os analistas, México e Colômbia são os países onde a reavaliação de riscos é mais provável de se materializar, sobretudo devido à maior exposição e riscos idiossincráticos, incluindo a presença de cartéis de drogas que, historicamente, têm sido utilizados como pretextos por EUA para ações na região. “A postura mais exigente dos investidores em relação ao câmbio pode elevar a volatilidade nesses mercados”, afirmam os economistas do UBS.

Brasil se destaca pelo bom relacionamento com os EUA

Segundo o relatório, o Brasil possui uma vantagem devido à relação diplomática mais positiva com os Estados Unidos, especialmente após a suspensão de tarifas e sanções. “O Brasil é uma economia de grande porte, com a China como principal parceiro comercial, cuja relação com os EUA melhorou nos últimos meses”, disseram os analistas do UBS. “Essa evolução favorece a estabilidade do cenário doméstico diante de eventos internacionais.”

Implicações regionais e de mercado

Para o restante da região, como Chile e Peru, as implicações parecem ser mais limitadas, a menos que haja uma mudança significativa nos fluxos de migrantes venezuelanos ou outros desdobramentos mais amplos. Os analistas indicam que, por ora, os riscos macroeconômicos e de mercado permanecem controlados.

Perspectivas futuras e riscos geopolíticos

No entanto, o UBS alerta que, caso os acontecimentos do fim de semana se transformem em uma crise geopolítica mais ampla, os riscos de mercado podem aumentar, prejudicando as expectativas de crescimento global e os preços das commodities. “A Argentina também é vulnerável, mas ações dos EUA nesta semana podem fortalecer a confiança no apoio de Washington ao país, fator decisivo na vitória do presidente Javier Milei nas eleições legislativas de 2025”, concluem os analistas.

Para mais detalhes, confira o relatório completo no site do Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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