Tabela do Imposto de Renda 2026 traz nova faixa de isenção

A tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) para 2026 entra em vigor nesta quinta-feira (1º de janeiro), com mudanças que prometem aliviar a carga tributária de milhões de contribuintes. A principal delas é a ampliação da faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil mensais.

Como fica a tabela do IRPF em 2026?

O projeto aprovado pelo Congresso Federal zera o imposto para quem ganha até R$ 5.000 por mês e reduz o valor do imposto para rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. Não houve mudanças na tabela para quem recebe acima desse valor. Na prática, será como se existissem duas tabelas distintas: uma para rendimentos de até R$ 7.350 e outra para quem ganha mais do que isso.

A nova faixa de isenção entrou em vigor em maio de 2025, porém terá efeito full a partir de janeiro de 2026, ampliando o benefício para cerca de 16 milhões de brasileiros, incluindo trabalhadores assalariados, aposentados e pensionistas.

O que muda para quem ganha até R$ 7.350?

Para contribuintes com renda mensal de até R$ 7.350, a redução do imposto será progressiva. Quem ganha até R$ 5.000 consegue uma economia de até R$ 312,89, equivalente à isenção total; quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 verá uma diminuição no valor devido, que até então poderia chegar a R$ 978,62, de acordo com a tabela e as alíquotas atuais.

Confira na tabela abaixo os detalhes para quem ganha até R$ 7.350:

Rendimento tributável mensalRedução de Imposto
até R$ 5.000até R$ 312,89, de modo que o imposto devido seja zero
de R$ 5.000,01 até R$ 7.350R$ 978,62 – (0,133145 x rendimentos tributáveis) de modo que a redução do imposto seja linear até zerar para rendimentos a partir de R$ 7.350

Para quem ganha acima de R$ 7.350?

Para este grupo, a alíquota de IR que incide sobre cada parcela de renda permanece inalterada. As faixas e suas respectivas alíquotas continuam as mesmas: 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%, de acordo com os valores de renda.

Quando entra em vigor a nova maior isenção?

O projeto prevê que a nova tabela de isenção maior do IR passe a valer a partir de 1º de janeiro de 2026, beneficiando cerca de 16 milhões de trabalhadores, aposentados e pensionistas.

Perda de arrecadação e compensações

O impacto financeiro na arrecadação será de aproximadamente R$ 31,2 bilhões em 2026, conforme avaliam técnicos do governo. Para compensar a perda, estão previstas medidas como a criação de um imposto mínimo sobre contribuintes de alta renda e a taxação de remessas de dividendos para o exterior, elevando a arrecadação estimada em R$ 34,1 bilhões.

Como será a tributação de alta renda?

Para quem tem renda acima de R$ 50 mil mensais ou R$ 600 mil anuais, será instituído um imposto mínimo progressivo, com alíquotas que variam de zero a 10%. Quem recebe acima de R$ 1,2 milhão por ano sofrerá a maior alíquota, de 10%. Além disso, a Receita Federal passará a reter 10% de IR na distribuição de lucros e dividendos que ultrapassarem R$ 50 mil mensais, atualmente isentos.

Impactos sobre estados e municípios

Para evitar perdas de arrecadação, o projeto garante repasses automáticos ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) e ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), cobrindo possíveis valores não arrecadados com a nova alíquota de isenção.

Para mais informações, confira o fonte completa.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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