Setor público fecha outubro com superávit de R$ 32,4 bilhões, mas estatais ainda no vermelho

O setor público consolidado registrou um superávit primário de R$ 32,4 bilhões em outubro, conforme divulgado nesta sexta-feira pelo Banco Central. Ainda assim, o resultado foi inferior ao de outubro de 2024, quando o superávit alcançou R$ 36,9 bilhões.

Desempenho do setor público e déficit nas estatais

O desempenho de outubro foi marcado por um saldo positivo no Governo Central, que inclui Tesouro, Previdência e Banco Central, de R$ 36,2 bilhões. Contudo, os estados e municípios apresentaram déficit de R$ 3,6 bilhões, enquanto as empresas estatais federais, estaduais e municipais encerraram o mês com saldo negativo de R$ 149 milhões.

O resultado das estatais, mesmo pequeno, reforça as dificuldades dessas empresas em contribuir para o equilíbrio fiscal, principalmente diante de queda na receita operacional e aumento nos custos, especialmente em setores como energia e infraestrutura. O Banco Central ainda não detalhou quais empresas tiveram prejuízo, mas o comportamento dessas entidades é monitorado com atenção pelo governo.

Endividamento e juros continuam impactando as contas públicas

Apesar do superávit primário, o governo mantém elevados gastos com juros, que somaram R$ 113,9 bilhões em outubro. No acumulado de 12 meses, o valor chega a R$ 987,2 bilhões, equivalente a quase 8% do PIB, evidenciando a pressão persistente sobre as finanças públicas.

Dívida líquida e setorização da dívida

A Dívida Líquida do setor público, que considera o que o governo deve menos os recursos e ativos financeiros, atingiu R$ 8,1 trilhões em outubro, representando 65% do PIB. Em relação ao mês anterior, o aumento foi de 0,2 ponto percentual, sendo impulsionado pelo avanço dos juros e pela redução do PIB nominal.

Já a Dívida Bruta, que não desconta ativos, atingiu R$ 9,9 trilhões, correspondendo a 78,6% do PIB, um aumento de 0,6 ponto percentual no mês. Esses indicadores refletem o impacto do aumento dos juros e do crescimento negativo da economia.

Impactos e desafios futuros

O relatório reforça a complexidade do cenário fiscal brasileiro, com a necessidade de equilibrar receitas, controlling gastos e fortalecer a receita de estatais para melhorar o saldo geral. Especialistas indicam que a desaceleração do crescimento econômico e o aumento do custo da dívida dificultam a redução do déficit.

Para mais detalhes, acesse a fonte original.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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