Black Friday: origem, tendências e provas de fraudes
Ao longo de décadas, a Black Friday se consolidou como uma das maiores datas de compras do Brasil, movimentando R$ 7,93 bilhões em 2024, segundo a Abiacom. Mas será que os descontos realmente valem a pena ou escondem estratégias de fraude? A data, que começou nos Estados Unidos, tem uma trajetória cheia de curiosidades e controvérsias.
Origens e significado do termo Black Friday
Embora hoje associada a descontos, a expressão Black Friday foi usada inicialmente para eventos de crises financeiras na Bolsa de Nova York, como o episódio de 1869, quando especuladores tentaram dominar o mercado do ouro. O nome também remete às dificuldades enfrentadas por profissionais de lojas e ao trânsito intenso causado pelas compras, especialmente na Filadélfia, nos anos 1950 e 1960.
A influência do Natal e as estratégias de vendas
O desfile do Papai Noel, inspirado na canadense Eaton’s, coincidiu com o início das promoções natalinas nos Estados Unidos. As lojas de departamento, incluindo Macy’s, passaram a promover esses eventos para impulsionar as vendas. Nos anos 1930 e 1940, o feriado de Ação de Graças foi ajustado para a quarta quinta-feira de novembro, ampliando o período de compras.
De crise a fenômeno global
Na origem, o termo também dizia respeito a uma “síndrome” de trabalhador doente após as promoções do dia, e a troca de nome para Big Friday refletiu a tentativa de suavizar a imagem do evento. Foi só nos anos 1990 que a Black Friday se consolidou como o maior dia de vendas nos Estados Unidos, espalhando-se pelo mundo, inclusive no Brasil, onde o evento passou a fazer parte do calendário comercial mesmo sem um feriado específico.
Os riscos de fraudes e a transparência nas promoções
Muitos consumidores se perguntam se os descontos realmente valem a pena ou se as lojas usam preços inflacionados antes da promoção para iludir os compradores. Segundo análises, há casos em que os preços de produtos permanecem elevados durante o ano todo e só parecem estar em promoção na Black Friday, configurando uma prática de fraude.
Além disso, a disseminação de promoções por dias ou semanas antes da data oficial e a extensão de ofertas após o evento contribuem para a confusão. Especialistas recomendam atenção e comparação de preços anteriores à Black Friday para evitar armadilhas.
Perspectivas futuras e o impacto no consumo
Apesar de debate sobre a veracidade das promoções, a expectativa é de crescimento nas vendas online em 2025, com estimativa de R$ 9,08 bilhões, um aumento de 14,5% em relação ao ano passado. O evento também enfrenta desafios quanto à sustentabilidade e à transparência, que podem definir seu futuro no comércio brasileiro.
Enquanto a busca por descontos continua, consumidores devem ficar atentos às armadilhas e priorizar compras conscientes. O fenômeno, que já se estende há décadas, busca equilibrar a tradição com a necessidade de maior transparência no mercado. Para saber mais, acesse a reportagem completa do G1.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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