Fundo da XP acusa Nelson Tanure de esvaziar caixa da Emae com negócios suspeitos

Os advogados do fundo administrado pela XP e da Vórtx apresentaram uma petição à Justiça com graves novas denúncias contra Nelson Tanure, relacionados à crise da Emae. Segundo as alegações, sob o controle de Tanure, a companhia investiu milhões em CDBs do conglomerado do Banco Master, que foi liquidado recentemente, em um esquema que visa beneficiar empresas ligadas ao empresário.

Investimentos suspeitos na liquidada Emae

A batalha jurídica pelo controle da Emae, adquirida por Tanure e Tércio Borlenghi Júnior por R$ 1,1 bilhão em leilão de privatização, intensificou-se após a inadimplência do pagamento de juros. O fundo da XP, junto à Vórtx, usa os investimentos da estatal em CDBs do grupo de Vorcaro como prova de uma estratégia de desvio de recursos para negócios de Tanure.

Acusações de beneficiamento indevido

Na petição, os advogados afirmam que a Emae investiu R$ 160 milhões em CDBs do Letsbank, do Banco Master, durante o período em que Tanure já controlava a companhia. Os recursos, segundo a acusação, serviriam para articular empréstimos a empresas de Tanure, simulando lastro e reforçando artificialmente o patrimônio do conglomerado do banqueiro, que estaria usando essas operações para bancar suas operações em outras frentes.

Operações financeiras suspeitas e conexões com Tanure

Além dos R$ 160 milhões em CDBs do Letsbank, os advogados apontam que fundos ligados a Tanure, como o Fundo Máxima 2, fizeram empréstimos a empresas do empresário, incluindo Lormont Participações, que recebeu pelo menos R$ 76 milhões. Outros fundos, como o Fundo Astralo 95, também tiveram operações relevantes com títulos do Banco Master, que estaria vinculado às estratégias de Tanure na Bolsa.

Investigações da CVM e conluio aparente

A petição também cita investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), revelando que a emissão de ações da Ambipar, controlada por Borlenghi Júnior, estaria relacionada às tentativas de Nelson Tanure de adquirir o controle da Emae por meio de operações de alienação fiduciária de ações. Segundo a CVM, há indícios fortes de conluio ligado às estratégias envolvendo a compra da Emae e a tentativa de manipulação de mercado.

Reação e continuidade do conflito jurídico

Enquanto Tanure não se manifestou publicamente, o conflito judicial entre os investidores e o empresário continua a se desenrolar, com a tentativa do fundo da XP de reverter a venda do controle da Emae na Justiça. O caso revela uma ampla rede de operações financeiras suspeitas envolvendo fundos de investimento, empresas de Tanure e o Banco Master, cuja liquidação agravou o cenário de disputa.

As próximas semanas devem ser decisivas para o futuro da Emae e para as ações de Tanure, que tenta deixar de lado os processos judiciais em curso, enquanto os bancos de dados e investigações da CVM continuam a revelar detalhes sobre as operações financeiras suspeitas.Isso evidencia o clima de tensão jurídica e as complexidades do mercado de investimentos envolvendo figuras como Nelson Tanure, com impactos potenciais na regulação e na transparência do setor financeiro brasileiro.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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