Ibovespa atinge novo recorde e mercado aposta em corte de juros pelo Fed
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 1,7%, aos 158.555 pontos, renovando sua máxima histórica nominal nesta quarta-feira. Com essa marca, o índice atingiu seu 28º recorde no ano e acumula uma valorização de 31,8% desde janeiro, refletindo o otimismo dos investidores nas perspectivas econômicas globais e locais.
Expectativa de corte de juros pelo Fed impulsiona mercados globais
O movimento nos mercados internacionais foi guiado pela expectativa crescente de que o Federal Reserve (Fed), banco central americano, deverá reduzir as taxas de juros na sua próxima reunião, em duas semanas. Segundo Helena Veronese, economista-chefe da B.Side Investimentos, “é um movimento geral, com força maior nos países emergentes. O mercado antecipa cortes que podem favorecer o fluxo de capitais globais para esses mercados”.
Fluxo positivo de investidores estrangeiros na Bolsa brasileira
Até segunda-feira, o saldo de entradas de capitais estrangeiros na Bolsa brasileira soma R$ 28,7 bilhões, uma melhora em relação ao saldo negativo de R$ 32,1 bilhões registrado no ano passado. Essa valorização da Bolsa é atribuída principalmente às compras de ações de grandes empresas, como Vale e instituições financeiras, consideradas blue chips.
Valorização de ações e análise de valuation
Além do fluxo externo, o preço descontado das ações atrai investidores estrangeiros. Segundo Luís Fonseca, sócio e gestor de ações da Nest Asset Management, “o índice preço/lucro esperado para os próximos doze meses no Brasil é de aproximadamente dez, enquanto a média dos emergentes é entre 14 e 15. Caso o valuation fique na média, podemos esperar um aumento de 50% na bolsa brasileira”.
Perspectivas para a política monetária brasileira
Na economia doméstica, a expectativa é de que o Banco Central atue com cortes na taxa Selic a partir de janeiro, impulsionada por um IPCA-15/2025 que confirma a manutenção de uma inflação comportada. Segundo Ustch, da Nero Capital, “a expectativa de um ciclo de afrouxamento monetário se mantém, com estimativas de redução de 1,5 ponto percentual na taxa até o primeiro semestre de 2026”.
Impacto do câmbio e projeções
O dólar fechou em R$ 5,33, com queda de 0,77%, refletindo a melhora do cenário internacional e expectativas de cortes de juros nos EUA. Helena Veronese comenta que “há um otimismo de mais de 80% na possibilidade de redução na taxa americana ainda em dezembro, embora esse cenário possa variar até a reunião do Fed”.
Agenda de decisões e análise de riscos
O mercado financeiro projeta que a decisão do Banco Central brasileiro pode envolver mais duas reduções de 0,5 ponto percentual em março e abril de 2026, conforme a curva de juros negociada em contratos futuros. O ambiente econômico mais favorável, com inflação controlada e juros menores, reforça o ciclo de alívio monetário, segundo Ustch.
Para o estrategista-chefe do Itaú BBA, Daniel Gewehr, “há uma antecipação de entrada de capital na Bolsa, com expectativa de valorização de cerca de 20% nos próximos seis meses após o início do ciclo de cortes de juros”.
Outros fatores externos, como a menor aversão ao risco global, também fortalecem o cenário positivo para o Brasil, assegura Luís Fonseca. “Se o valuation das ações se aproximar da média dos emergentes, há potencial de alta relevante para os próximos meses”, avalia.
Mais informações e detalhes podem ser acessados em aqui.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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