Pentágono avalia inclusão de Alibaba, Baidu e BYD em lista ligada ao Exército chinês

O Pentágono concluiu que as empresas Alibaba, Baidu e BYD devem ser incluídas na lista de entidades que apoiam o Exército de Libertação Popular da China. A decisão foi comunicada em carta enviada ao Congresso pelo subsecretário de Defesa, Stephen Feinberg, em 7 de outubro, antes do acordo de trégua comercial entre os Estados Unidos e a China.

Lista 1260H e impacto no mercado financeiro

Segundo Feinberg, as três companhias, juntamente com outras cinco, merecem figurar na lista 1260H do Pentágono, que identifica empresas ligadas ao Exército chinês que atuam nos EUA. Ainda não está claro se elas serão oficialmente incluídas na lista, que não traz consequências legais diretas, mas serve como alerta para investidores americanos, devido às possíveis implicações econômicas.

Ações e reações internacionais

O documento revela que oito entidades foram identificadas como “empresas militares chinesas” por determinação legal. A inclusão de várias delas em janeiro provocou forte queda nas ações de companhias como Tencent e a fabricante de baterias Contemporary Amperex Technology, que fornece para a Tesla. A Alibaba, que vem ampliando seus esforços em inteligência artificial, também pode ser seriamente afetada.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que “se opõe consistentemente à prática dos EUA de definir a segurança nacional de forma excessivamente ampla, estabelecer listas discriminatórias e reprimir empresas chinesas de maneira injustificada”. Segundo o ministério, os EUA devem corrigir suas ações e salvaguardar os direitos das empresas chinesas, enquanto os representantes das companhias foram procurados, mas não responderam imediatamente.

Contexto e consequências diplomáticas

A carta foi enviada antes da cúpula de 30 de outubro entre Trump e Xi Jinping, em que ambos concordaram com medidas de redução de tarifas e suspensão de controles de exportação. O documento reforça o embate político e econômico entre os dois países, que enfrentam tensões crescentes em relação às operações de empresas chinesas nos EUA.

Especialistas avaliam que a possível inclusão das empresas na lista pode afetar o mercado global, além de criar obstáculos para a expansão de empresas como Alibaba e BYD. Uma análise do escritório jurídico Hogan Lovells destaca que a inscrição na lista tem implicações que vão desde restrições contratuais até danos reputacionais e aumento de custos de conformidade.

Desde 2021, a lista já aponta mais de 130 entidades relacionadas ao apoio ao Exército chinês, incluindo companhias de diferentes setores. A medida busca restringir a atuação dessas empresas nos EUA e fortalecer a política de contenção do governo americano frente ao crescimento do poder militar e tecnológico chinês.

Para o governo dos EUA, a iniciativa é um passo estratégico para garantir a segurança nacional, embora críticos aleguem que a política de listas discriminatórias prejudica o diálogo diplomático e a cooperação internacional.

Mais detalhes sobre a possível inclusão e suas implicações podem ser acompanhados através do Fonte oficial.

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Diplomacia, Economia, Relações Internacionais, China, Estados Unidos, Empresas chinesas

Com informações do Jornal Diário do Povo

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