Lula sanciona faixa de isenção de IR que pode injetar R$ 28 bilhões na economia
O presidente Lula sancionou nesta sexta-feira (26) a nova faixa de isenção do Imposto de Renda, que deve gerar uma injeção de até R$ 28 bilhões na economia em 2026. A mudança amplia o limite de isenção de R$ 3.036 para R$ 5.000, beneficiando, sobretudo, contribuintes de classe média.
Benefícios econômicos e perfil dos beneficiados
A medida promete oferecer um alívio financeiro considerável para quem ganha entre R$ 3.036 e R$ 5 mil, impulsionando o consumo e, assim, favorecendo o crescimento econômico. Segundo estimativas de economistas ouvidos pelo GLOBO, a injeção de recursos pode variar entre R$ 20 bilhões e R$ 28 bilhões em 2026, quando a nova regra entra em vigor.
Quem será mais beneficiado?
Dados do estudo da Tendências Consultoria mostram que, com a ampliação, 51% dos brasileiros que pagarão menos Imposto de Renda ficarão na região Sudeste, especialmente em São Paulo. Predominam jovens, homens, pessoas brancas, com ensino superior completo e empregados formais do setor privado, perfil típico de classe média.
Além disso, a maior parte dos beneficiados pertence à classe C e segmentos inferiores da classe B, com maior participação de famílias de renda entre R$ 3.507 e R$ 5 mil, de acordo com a classificação do Critério Brasil.
Impacto social e político
Segundo o estudo, 79% dos brasileiros aptos a votar em 2026 apoiam a mudança no IR, evidenciando forte apoio popular à medida. Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a popularidade da reforma pode influenciar as urnas, especialmente na reeleição de Lula, prevista para o próximo ano.
Apesar do alívio financeiro, especialistas alertam que o efeito no consumo pode ser moderado. “A melhoria será pequena, mas já é suficiente para dar um impulso ao setor de comércio, restaurantes e lazer”, avalia Thiago Xavier, consultor da Tendências.
Perspectivas de consumo e mobilidade social
Famílias na faixa de benefício, como a professora Fernanda Martins, de 32 anos, pretendem usar a folga no IR para realizar sonhos, como a compra de uma casa. “O dinheiro que sobra será importante para emergências e projetos de médio prazo”, comenta ela, que ganha R$ 5,6 mil e mora no Rio de Janeiro.
Pesquisadores também destacam que a ampliação da isenção deve ajudar na redução das desigualdades, ao aumentar a progressividade do sistema tributário, embora o país continue com uma carga regressiva na tributação de altas rendas.
Desafios e expectativas futuras
Apesar do otimismo, há o alerta de que a alta inadimplência e o endividamento podem retardar o impacto positivamente esperado no consumo. Outros fatores econômicos, como a política de juros altos, também influenciarão o cenário.
O estudo projeta que o aumento da renda disponível, aliado à mudança na faixa de isenção, possa impulsionar o mercado para um ciclo de maior consumo e melhorias na qualidade de vida de famílias de classe média.
Para mais detalhes, acesse o artigo completo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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