Durante reunião, Durigan destaca maior ajuste fiscal dos últimos 30 anos

O ministro interino da Economia, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (24) que o governo federal realizou o maior ajuste fiscal dos últimos 30 anos no país, contribuindo decisivamente para a consolidação fiscal. Durigan e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, participaram de um almoço promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo.

Reconhecimento do esforço na consolidação fiscal

Durante o evento, Durigan destacou que, apesar das críticas externas, o governo conseguiu aumentar a receita e conter gastos, realizando um ajuste fiscal que representou 1,7 ponto percentual do PIB. “Nós fizemos o maior ajuste fiscal dos últimos 30 anos”, afirmou, reforçando que esse esforço foi fundamental para estabilizar as contas públicas.

Desafios e limitações no avanço das reformas

Por sua vez, Tebet reconheceu que o processo de reformas fiscais avançou de forma mais lenta do que o esperado. “O governo do presidente Lula andou mais lentamente em reformas fiscais, mas a responsabilidade fiscal precisa ser compartilhada com os demais poderes”, declarou. A ministra também citou iniciativas do governo para conter gastos, como a fiscalização do Atestmed pelo Ministério da Previdência.

Dificuldades e críticas do mercado financeiro

O mercado financeiro tem criticado o governo pela ausência de propostas de corte de gastos e pelo aumento de distorções tributárias, que tendem a comprometer o equilíbrio fiscal do país. Segundo analistas, a estratégia do Executivo tem priorizado a arrecadação em detrimento da contenção de despesas, o que preocupa especialistas como Guilherme Mello, secretário da Fazenda.

Perspectivas e resultados econômicos recentes

Durigan lembrou que o governo herdou contas a pagar, como os precatórios, além de despesas crescentes, como o aumento do Fundeb sem fonte de receita garantida. “Nosso compromisso é ajustar as contas neste mandato, pensando no presente, sem prometer resultados futuros”, afirmou. Ele também ressaltou dados positivos, como a queda do desemprego, inflação controlada e aumento da renda das famílias.

As expectativas do mercado para 2025 projetam um déficit primário de R$ 67,6 bilhões, o que equivale a 0,5% do PIB. Durigan afirmou que, apesar do cenário difícil, o país deve registrar seu primeiro superávit fiscal em anos, em 2026.

Próximos passos na política fiscal

Durigan destacou a importância da arquitetura fiscal, como a Lei de Responsabilidade Fiscal, na manutenção do controle de gastos e na retomada de receitas. Ele reforçou que o governo pretende seguir com o equilíbrio fiscal e que o crescimento econômico deve vir de uma combinação de responsabilidade e reformas estruturais.

Participaram do almoço também Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Wolney Queiroz, ministro da Previdência Social, e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, reforçando o protagonismo do setor financeiro nas discussões sobre o cenário econômico nacional.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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