Nova lista de isenções tarifárias dos EUA reduz custos de exportação do Brasil
Com a publicação de uma nova lista de produtos brasileiros isentos da tarifa de 40% pelos Estados Unidos, cerca de 37% das exportações do Brasil — que totalizaram aproximadamente US$ 15,7 bilhões em 2024 — passam a entrar no mercado americano com custos reduzidos.
Impacto das novas isenções tarifárias
A medida, anunciada ontem e que complementa a lista de 14 de novembro, amplia para 238 o número de produtos isentos da tarifa adicional, incluindo café, carne, frutas, castanha-do-pará, fertilizantes e insumos agrícolas, segundo Frederico Lamego, superintendente de Relações Internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI). “A redução facilita o acesso de parte do setor agrícola, que agora enfrenta menor custo para exportar”, afirmou Lamego.
Desafios para o setor industrial
Apesar do avanço para setores do agronegócio, a maior parte da cadeia industrial brasileira continua sujeita às tarifas elevadas. Máquinas e equipamentos, móveis, couro, calçados, além de segmentos como aviação, óleos, cera de carnaúba e minerais, ainda enfrentam custos adicionais na entrada no mercado americano. “A tarifa de 40% prejudica a competitividade de bens manufaturados brasileiros frente a concorrentes globais”, destacou Lamego.
Desvantagem da aviação frente à União Europeia
O setor de aviação, por exemplo, opera com uma alíquota de 10%, o que representa uma desvantagem significativa frente ao acordo entre EUA e União Europeia, que garantiu a isenção de tarifas neste segmento. “Essa disparidade exige negociações mais abertas por parte do governo brasileiro”, afirmou o superintendente da CNI.
Negociações em fase decisiva
Segundo Lamego, o efeito da medida é considerado misto, uma vez que parte das exportações se beneficiou, enquanto outras continuam enfrentando custos elevados. Ele avalia que as negociações entre Brasília e Washington entram agora em uma fase crucial para futuras flexibilizações e redução de tarifas.
A expectativa é que as próximas etapas do diálogo possam ampliar ainda mais a lista de produtos isentos, facilitando o comércio bilateral e fortalecendo o setor produtivo brasileiro. Fonte: g1
Com informações do Jornal Diário do Povo
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