Alcolumbre pautará votação de projeto sobre previdência de agentes de saúde

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou que irá pautar na próxima terça-feira (25) a votação do Projeto de Lei Complementar nº 185/2024, de autoria do senador Veneziano Vital do Rêgo, que trata da aposentadoria especial de agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. A proposta possui potencial impacto financeiro bilionário para os cofres públicos, envolvendo municípios e a União.

Reforma na aposentadoria dos agentes de saúde

A proposta garante aposentadoria com integralidade e paridade para esses profissionais, mediante o cumprimento de requisitos mínimos de idade e tempo de serviço. Homens poderão se aposentar aos 52 anos e mulheres aos 50, com pelo menos 20 anos de efetivo exercício na função. Há ainda a possibilidade de aposentadoria com 15 anos na atividade e mais 10 em outra ocupação.

Impactos fiscais e arrecadatórios

Segundo Davi Alcolumbre, a votação representa um marco para milhares de profissionais que atuam na saúde pública. “Ao pautarmos essa matéria, reafirmamos que esses agentes são uma prioridade do Parlamento brasileiro”, afirmou o senador em nota enviada à imprensa. A iniciativa busca reconhecer a importância dos agentes na assistência à população, principalmente nas comunidades mais vulneráveis.

No entanto, a proposta ainda não revela o impacto fiscal, embora uma iniciativa semelhante aprovada na Câmara dos Deputados possa gerar custos adicionais de até R$ 800 bilhões ao longo de 50 anos. A estimativa considera o déficit atuarial, ou seja, o aumento no rombo dos regimes de previdência, envolvendo R$ 270 bilhões para prefeituras e até R$ 530 bilhões para o governo federal.

Contexto e desafios financeiros

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 400 mil agentes comunitários de saúde e de endemias, sendo a maioria vinculada às prefeituras. Aproximadamente 3,4 mil municípios estão ligados ao INSS, sem regimes próprios de previdência, o que aumenta o impacto potencial para a União e afeta o equilíbrio fiscal do país.

O impacto financeiro potencial reforça a necessidade de discussão sobre a sustentabilidade previdenciária, diante do elevado déficit e das dificuldades fiscais enfrentadas pelo setor público. O projeto será analisado após a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), decisão que aprofundou o descontentamento entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado.

Para mais informações, acesse a matéria completa no Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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