G20 se prepara para discutir minerais críticos na África do Sul com presença de Lula

A discussão sobre minerais críticos, recursos essenciais para tecnologia, energia e defesa, será destaque na próxima reunião do G20, que ocorrerá neste domingo em Joanesburgo, África do Sul. O tema, prioridade da presidência sul-africana do grupo, surge em meio ao forte interesse das grandes potências pela exploração e processamento desses materiais, como lítio, cobalto, nióbio e terras raras.

Minerais críticos no centro da agenda do G20

A reunião marcará a primeira vez que a questão dos minerais críticos assume um papel central na pauta do grupo, com a expectativa de uma declaração que defenda o papel relevante dos países produtores nas etapas de processamento e agregação de valor. Segundo fontes do governo sul-africano, o documento deverá reforçar a necessidade de que as nações produtoras tenham maior protagonismo nas cadeias globais dessas commodities.

Diversidade de interesses e posições nacionais

O presidente Lula participará do encontro, onde deverá destacar a importância de preservar os interesses econômicos e a soberania do Brasil, especialmente considerando as negociações sobre o acesso dos Estados Unidos aos minerais brasileiros. Enquanto isso, o ex-presidente Donald Trump decidiu boicotar o evento, protestando contra o que considera “ racismo” na África do Sul, não enviando representantes oficiais.

O tema dos minerais estratégicos também se conecta à agenda econômica do Brasil, que tramita no Congresso a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, proposta liderada pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). O projeto prevê incentivos fiscais e financeiros para estimular a exploração e a transformação de minerais no país, além da criação de instrumentos que potencializem o desenvolvimento da cadeia produtiva interna.

Desafios e oportunidades para os países em desenvolvimento

Países produtores manifestam o desejo de fortalecer suas posições na cadeia de valor, promovendo o desenvolvimento industrial em seus territórios. “A transformação industrial — e não apenas a extração — deve ocorrer localmente, permitindo maior autonomia e redução da dependência de mercados desenvolvidos”, explicou o secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, Philip Gough.

O acesso aos minerais brasileiros pelos EUA, por exemplo, pode ser condicionante para a suspensão de tarifas elevadas sobre bens brasileiros, como café, carne, pescados, calçados e máquinas, conforme negociações em andamento. A aliança entre interesses econômicos e estratégicos reforça a importância do tema na agenda internacional.

Perspectivas futuras e impactos no cenário global

Além da discussão sobre minerais, o G20 tratará de temas como sustentabilidade da dívida de países de baixa renda, taxação de super-ricos, transição energética, segurança alimentar e governança de dados. Essas dimensões também refletem as preocupações e prioridades das economias emergentes e em desenvolvimento, que buscam maior participação nas decisões do sistema financeiro internacional.

A expectativa é de que o consenso alcançado no evento possa impulsionar ações coordenadas para garantir o desenvolvimento sustentável das cadeias de minerais críticos, promovendo o equilíbrio entre interesses econômicos, ambientais e geopolíticos. O resultado da reunião deve impactar as estratégias globais de exploração e processamento dessas matérias-primas em anos futuros.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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