Família celebra aniversário de criança mutilada em Portugal com comemoração simples

A família de José, vítima de mutilação em uma escola pública de Cinfães, em Viseu, anunciou que irá realizar uma comemoração de aniversário simples e em família, nesta sexta-feira (23). A mãe do garoto, Nívia Maria Batista Macedo Nogueira Estevam, explicou que a festa será restrita ao círculo familiar, incluindo o marido e os sogros, devido ao momento delicado.

Comemoração discreta e presentes modestos

Segundo Nívia, a celebração será moderada e sem grandes ostentações. “Iremos fazer uma coisa pequena e familiar, um café da manhã apenas para nós e meus sogros”, afirmou. Ela também revelou que o filho não pediu nada em especial, apenas uma vela para apagar, e que deve receber alguns presentes, embora o foco da data seja mais emocional do que material.

José enfrenta recuperação e traumas após agressão

José perdeu partes de dois dedos da mão esquerda em uma agressão de colegas na escola, ocorrida em 10 de novembro. Ele já passou por uma cirurgia que implantou parte de um dedo, mas os dedos mutilados terão proporções diferentes. A mãe adiantou que o garoto encontra dificuldades para dormir, necessitando de medicação receitada pelo Sistema Nacional de Saúde, e que está bastante abatido pelo que vai ver ao tirar os curativos.

“José passa o dia bem porque eu deixo ele no telefone e assistindo TV. Na hora de dormir, ele revive tudo, chora, se desespera e só consegue dormir com medicação”, relatou Nívia. A criança também demonstra resistência a retornar à escola ou à cidade de Cinfães, preferindo ficar em Aveiro, onde a família se refugiou após abandonar a vila.

Investigação e apoio às vítimas de violência escolar

O caso de José está sendo investigado pelo Ministério da Educação, que abriu um processo de averiguações. A escola também abriu um inquérito interno e declarou que a briga entre crianças, embora grave, foi considerada uma ocorrência comum. A advogada da família anunciou a intenção de entrar com processo judicial contra os responsáveis pela agressão.

O Ministério da Educação divulgou que um procedimento de investigação está em andamento, a pedido do diretor-geral da Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares. Nívia informou ainda que foi ouvida pelo consulado brasileiro em Lisboa e pela Embaixada do Brasil, que deverá emitir um comunicado oficial em breve.

Impactos emocionais e planos futuros

A situação de José impressiona a comunidade e levanta debates sobre segurança escolar e proteção de crianças. Apesar do trauma, a família tenta manter a esperança e a união. Joaqu Vitor, o padrasto do menino, que trabalha como soldador em Barcelona, já viajou para Portugal para apoiar a família na fase difícil.

Especialistas alertam que o caso reforça a necessidade de ações mais eficazes de combate à violência infantil e de suporte psicológico para as vítimas. Saúde mental e acompanhamento emocional continuam essenciais para a recuperação do garoto, que busca recomeçar a vida após o episódio traumático.

Para mais detalhes sobre o caso, acesse a reportagem completa.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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