FGC reforça que não autoriza negociações de valores do Banco Master
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) divulgou nesta quarta-feira (18) que não autoriza ou credencia qualquer instituição para intermediar ou propor negociações acerca de valores de investimentos garantidos, como os CDBs do Banco Master. A medida visa evitar fraudes após a liquidação da instituição decretada pelo Banco Central (BC) na manhã de hoje, o que levantou dúvidas entre os investidores sobre como reaver seus recursos.
Investidores não devem contratar intermediários ou pagar taxas
Segundo o FGC, os clientes podem solicitar o ressarcimento diretamente, sem necessidade de intermediários. No entanto, circulam nas redes sociais anúncios de profissionais oferecendo serviços de resgate de recursos mediante pagamento de taxas, o que é considerado golpe. A entidade alerta que essas propostas são fraudulentas e pede cautela na partilha de dados pessoais ou bancários.
A liquidação do banco trouxe dúvidas quanto à devolução dos depósitos, que têm como principal garantia o próprio fundo. Atualmente, o FGC estima que há cerca de 1,6 milhão de credores, com depósitos e aplicações totalizando aproximadamente R$ 41 bilhões. O ressarcimento, contudo, exige um procedimento pelo sistema online do órgão, que garante o pagamento de forma ordenada.
Como será feito o pagamento do FGC?
De acordo com o FGC, o pagamento não ocorre de forma automática. Os clientes devem manifestar interesse em receber suas aplicações através do site oficial, seguindo um passo a passo disponível no portal do fundo. O processo é realizado de forma direta, sem necessidade de advogados ou intermediários, e exige o cadastro de dados básicos do investidor com aplicações elegíveis.
O fundo reforça que não há condições de antecipar o pagamento ou realizar transferências por meio de terceiros. O pagamento será feito na ordem de manifestação de interesse, e o valor será depositado na conta do cliente assim que o procedimento for concluído.
Riscos de golpes e cuidados que o investidor deve tomar
O FGC identificou mensagens fraudulenta nas redes sociais, oferecendo pagamento antecipado por valores não confirmados, muitas vezes usando sites sem identificação clara de responsáveis. A recomendação é não compartilhar dados sensíveis com plataformas externas ao órgão e desconfiar de quem se apresenta como intermediário para o acesso aos recursos do fundo.
Além disso, uma operação conduzida na semana passada revelou uma tentativa de manipular o mercado, com membros do BC e do BRB envolvidos em uma operação que, segundo a Polícia Federal, foi motivada por interesses pessoais e tentativas de esconder irregularidades.
Segurança na solicitação de recursos
Para solicitar o ressarcimento do Fundo Garantidor, o cliente deve acessar o sistema oficial do órgão e seguir o procedimento indicado, que inclui o cadastro de informações básicas — como o valor aplicado e a corretora — e aguardar o pagamento, que ocorrerá na fila de pagamento estabelecida pelo FGC. Não há, até o momento, qualquer procedimento autorizado para pagamento imediato, nem a necessidade de contratação de pessoas ou empresas externas.
Clientes que tenham dúvidas ou suspeitas de golpes devem acessar a página oficial do FGC ou o site do Banco Central para obter informações confiáveis e evitar prejuízos. A entidade recomenda cautela especialmente com mensagens de oferta de pagamento antecipado ou demais contatos em redes sociais menores ou desconhecidas.
Para mais informações, consulte a matéria completa no Globo.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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