UE investiga Amazon e Microsoft por poder de mercado na nuvem

A União Europeia iniciou uma investigação contra a Amazon Web Services (AWS) e o Azure, da Microsoft, para avaliar se as duas maiores plataformas de computação em nuvem do mundo estão agindo de forma a limitar a concorrência. A comissão afirmou nesta terça-feira que as empresas “ocupam posições muito fortes” e que serão verificadas práticas que possam restringir a competitividade no setor.

Regulação e riscos do domínio da nuvem

Segundo a Comissão Europeia, será avaliado se as regras atuais são eficazes para conter comportamentos anticompetitivos no mercado de nuvem. “Se atuam como importantes portas de entrada entre empresas e consumidores”, afirmou o braço executivo europeu no documento divulgado nesta semana. As ações fazem parte da aplicação da Lei de Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês), que visa regular o poder das big techs no setor.

Na avaliação do órgão regulador, o setor de nuvem enfrenta riscos cresceram após várias quedas de serviços globais, que demonstraram a dependência excessiva de poucos provedores. “As interrupções recentes evidenciam os perigos de dependência de poucas plataformas”, destacou um porta-voz da comissão.

Posição das empresas e possíveis consequências

A Microsoft declarou que está aberta a colaborar com a investigação, enquanto um porta-voz da Amazon, por meio da sua unidade AWS, afirmou estar confiante de que há suficiente escolha e inovação no mercado de nuvem, destacando que a investigação não deve limitar o setor.

O regulador europeu planeja concluir a investigação em até 12 meses e definir, em até 18 meses, se e como a DMA será aplicada para regulamentar o setor de computação em nuvem na União Europeia. Uma das principais preocupações é evitar que o domínio de poucos players prejudique consumidores e empresários.

Impactos e antecedentes no setor de nuvem

Nos últimos meses, os serviços de nuvem tiveram várias instabilidades, incluindo uma interrupção de cerca de 15 horas na AWS que afetou empresas como Apple, McDonald’s e Epic Games, prejudicando suas operações e reputação. Além disso, o Azure da Microsoft também enfrentou falhas em outubro, que impactaram voos da Alaska Airlines e votações parlamentares na Escócia.

Essas ocorrências reforçam o apelo por maior regulação do setor, que se considera estratégico para o funcionamento de serviços digitais essenciais e garante a segurança de redes e dados no mundo todo.

Perspectivas futuras

A investigação da UE deve durar até um ano e a decisão final é esperada para até 18 meses. Caso sejam identificadas práticas prejudiciais, é possível que as plataformas sejam obrigadas a alterar suas políticas ou até mesmo serem sujeitas a multas ou restrições de atuação no mercado europeu.

Para mais detalhes sobre a investigação, acesse o fonte original.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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