Grupo Fictor busca compra do Banco Master para atuar no mercado internacional

O Grupo Fictor anunciou nesta segunda-feira a intenção de adquirir o Banco Master, com o objetivo de reposicioná-lo no mercado internacional e evitar atuação no segmento de varejo. A operação será protocolada junto ao Banco Central, aguardando aval regulatório, após o BC ter vetado a venda do banco ao BRB há alguns meses.

Plano de aquisição e investidores estrangeiros

Segundo os principais sócios da holding Rafael Gois, Rafael Paixão e Phillippe Rubini, a compra será realizada por meio de um consórcio com investidores dos Emirados Árabes Unidos, que aportarão R$ 3 bilhões imediatamente na instituição. Os nomes desses investidores serão revelados na próxima sexta-feira, diretamente de Dubai.

Estratégia de crescimento e nova gestão

O grupo pretende adquirir 100% do Banco Master, que atualmente possui cerca de R$ 30 bilhões em CDBs emitidos e ativos como precatórios, consignados e investimentos estruturados. Após a transação, o patrimônio líquido do banco deve aumentar de R$ 7 bilhões para R$ 10 bilhões, consolidando sua saúde financeira.

Readequação do perfil do banco

Os sócios do Fictor declararam que o objetivo é migrar o perfil do banco de uma atuação focada no varejo, CDB e plataformas, para o segmento de gestão de fortunas e mercado internacional, incluindo emissão de bonds internacionais. Para isso, Antonio Oliveira Neto, ex-banqueiro com passagem pelo JP Morgan e HSBC, foi indicado como novo presidente do banco.

Perspectivas regulatórias e dificuldades enfrentadas

Apesar do otimismo, os sócios reconhecem que a aprovação da operação pelo Banco Central será o maior desafio, especialmente considerando a rejeição anterior à venda do Master ao BRB. Segundo Rafael Paixão, a nova operação tem maior potencial de aprovação por se tratar de um consórcio com lastro privado e controladores diferentes de Vorcaro.

Consolidação e situação financeira

Os sócios afirmam que o balanço do Banco Master é saudável. Estimam que os passivos de R$ 30 bilhões, principalmente em CDBs, estejam suportados por ativos que somam cerca de R$ 45 bilhões, incluindo precatórios considerados subavaliados. Além disso, o banco possui um patrimônio líquido estimado em R$ 7 bilhões, que será ampliado após o aporte.

Implicações para o mercado financeiro

A operação representa uma tentativa de reposicionar o banco no mercado internacional, com foco na concessão de empréstimos estruturados e emissão de títulos. Os associados também destacam a sinergia com o segmento de consignado, já que o grupo conta com uma vasta rede de assessores comerciais que podem impulsionar novos negócios.

Se aprovada, a transação marca uma mudança significativa no controle do Banco Master, que sairá do grupo de Daniel Vorcaro e passará a integrar um consórcio com investimentos de origem privada e internacional. O negócio deve se concretizar ainda esta semana, dependendo das análises regulatórias finais.

Para saber mais detalhes, acesse a fonte original.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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