Grupo Fictor compra banco Master com aporte de R$ 3 bilhões

O Grupo Fictor anunciou a intenção de adquirir o Banco Master, incluindo todos os ativos e passivos da instituição, com um aporte imediato de R$ 3 bilhões. A operação tem como objetivo reforçar a estrutura de capital do banco, que enfrentava dificuldades financeiras e não vinha conseguindo honrar seus compromissos.

Compra do Banco Master e impacto nos investidores

Com a aquisição, todos os ativos do banco, incluindo os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) que atingiam até 140% do CDI — muito acima do mercado —, passarão a integrar o novo Banco Fictor. As conversas entre o Banco Central, o Fictor e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que emprestou R$ 4 bilhões ao Master, estão em andamento para concluir a operação.

Segundo informações, o FGC garante até R$ 250 mil por CPF aos investidores, embora o banco não tenha sido liquidado nem realizado pagamento direto a esses credores por conta do limbo na liquidação da instituição.

Estratégia e possíveis investidores

O negócio envolve a compra de 100% das ações de Daniel Vorcaro, fundador e ex-CEO do banco, que deixará o cargo ao lado da instituição que fundou. O controle do banco deve ficar sob uma estrutura de holding composta pelo grupo e investidores internacionais, incluindo fundos do Reino Unido e Emirados Árabes, além do fundo Mubadala, que possui participação no Will Bank.

Antes da venda ao Fictor, houve tentativas de negociação com o Banco de Brasília (BRB), que foram vetadas pelo Banco Central. Como alternativa, o grupo tinha interesse em ter um banco, aproveitando oportunidades no segmento financeiro no país.

Expansão e perspectivas

Se aprovada pelo Banco Central, a operação ampliará a presença do Grupo Fictor no setor financeiro. A companhia já atua com a FictorPay, na área de meios de pagamento, e a Fictor Asset, dedicada à gestão de investimentos. Com escritórios em São Paulo, Miami e Lisboa, o grupo é uma entidade internacional de serviços financeiros, infraestrutura e alimentos.

Alterações na estrutura do banco

O pedido de compra inclui mudanças na diretoria estatutária e a formação de um novo conselho de administração, além da mudança de nome para Banco Fictor. Essas alterações visam garantir a modernização da instituição e sua adaptação ao novo modelo de negócios.

Pessoas próximas ao negócio avaliam que, devido ao caráter privado do grupo e à participação de investidores estrangeiros, a operação deverá receber a aprovação do Banco Central. A expectativa é de que a venda seja concluída em breve, consolidando uma nova fase para o ativo.

Fonte

Com informações do Jornal Diário do Povo

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