BC anuncia queda de 0,9% no IBC-Br do terceiro trimestre de 2025

O Banco Central (BC) informou nesta segunda-feira (17) que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou uma queda de 0,9% no terceiro trimestre de 2025 em comparação com o segundo trimestre. O dado foi ajustado sazonalmente, conforme indicação do BC, e serve para acompanhar a evolução da economia brasileira.

Entendendo a desaceleração e suas implicações

O resultado do IBC-Br destaca uma desaceleração na atividade econômica, uma estratégia adotada pelo Banco Central para controlar pressões inflacionárias e fazer com que as projeções de inflação permaneçam próximas da meta de 3% ao ano. O setor de serviços, a indústria e a agropecuária contribuíram para a retração, refletindo uma atividade mais moderada.

Impacto no crescimento do PIB e perspectiva para 2025

Segundo o mercado financeiro, a estimativa de crescimento do PIB para 2025 é de 2,16%, uma redução em relação aos 3,4% do ano passado. O Banco Central projeta uma expansão de 2% neste ano. Ainda que o PIB venha crescendo, a desaceleração indica que a economia está operando acima de seu potencial, mas com sinais de arrefecimento.

Tensão entre crescimento econômico e bem-estar social

Embora a expansão do PIB sinalize uma economia em crescimento, ela nem sempre reflete melhorias no bem-estar social. A desaceleração pode ser uma tentativa de equilibrar crescimento e controle inflacionário, especialmente com a taxa Selic em 15% ao ano, a mais alta em quase duas décadas.

Política monetária e o “hiato do produto”

Na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC destacou que o “hiato do produto” permanece positivo, indicando que a economia continua além de seu potencial de crescimento sem gerar pressões inflacionárias. Essa estratégia busca manter a inflação sob controle enquanto desacelera o ritmo de crescimento.

Resultados diferentes: PIB e IBC-Br

O IBC-Br é considerado uma prévia do PIB, porém com metodologia distinta do cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC inclui estimativas do setor de serviços, indústria, agropecuária e impostos, sem considerar a demanda agregada, presente no cálculo oficial do IBGE.

O uso do IBC-Br é fundamental para a definição da política de juros, pois uma ampliação no crescimento pode gerar maior pressão inflacionária, levando o BC a manter ou elevar os juros na tentativa de controlar o preço das mídias.

Para mais detalhes, acesse a notícia completa em G1 Economia.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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