Falência da Oi gera incertezas na transferência de serviços e empregos

Após a decretação da falência da Oi, crescem as preocupações sobre a manutenção dos serviços essenciais e o destino dos milhares de contratos com o poder público e empresas privadas. A transferência dos serviços será conduzida pelo gestor judicial da companhia, com supervisão da Justiça e participação do governo federal, visando evitar interrupções.

Quem conduzirá a transferência dos serviços da Oi?

O processo será liderado pelo gestor judicial nomeado, que criará um plano de transição para transferir os serviços atualmente prestados pela Oi para outras empresas. Inicialmente, parte dessa operação será feita pela divisão da companhia, a Oi Soluções, utilizando o caixa estimado em cerca de R$ 200 milhões mensais. A coordenação também contará com o acompanhamento do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Desafios na transferência dos serviços públicos da Oi

Hoje, a Oi atende 7.500 localidades, sendo a única fornecedora de telefonia fixa, telefones de orelhão e serviços para o setor público, como atendimentos de polícia, bombeiros e defesa civil. Segundo a Anatel, os órgãos responsáveis definirão como será feita a transferência dessas operações, incluindo contratos com mais de 4.600 entidades públicas e 13 mil lotéricas da Caixa Econômica Federal.

Serviços prestados ao setor público e privados

A companhia mantém contratos com o setor público em todos os níveis, abrangendo órgãos, ministérios, universidades e empresas estatais, além de cerca de 10 mil contratos com empresas privadas, incluindo grandes varejistas e instituições financeiras. Ainda oferece serviços de cibersegurança, computação em nuvem, inteligência artificial e internet das coisas (IoT), destinados ao Poder Judiciário e outros órgãos.

Venda de ativos e unidades da Oi

Apesar da crise, a Oi continua vendendo imóveis, com destaque para o imóvel do Leblon, no Rio de Janeiro. Até o momento, já liquidou uma parcela significativa de seus ativos, que totalizavam aproximadamente 7 mil imóveis, embora muitos ainda enfrentem processos judiciais. A venda da Oi Soluções também está em andamento, com sete empresas interessadas, sob comando da gestão judicial atual.

Manutenção de serviços e empregos

As unidades de manutenção de rede (Serede) e call center (Tahto), ambas em recuperação judicial, também estão na mira de venda pela companhia. Com cerca de 5 mil empregados na Serede e 5,8 mil na Tahto, há incertezas sobre os empregos. Quanto aos funcionários da Oi, os valores a receber variam, e os que possuem mais de 150 salários mínimos ainda não têm previsão de pagamento, segundo o tribunal.

Processo de demissões e benefícios

Uma das dúvidas mais frequentes refere-se ao futuro dos empregos e às demissões. A Justiça reconheceu o plano de saúde como serviço essencial, mas ainda não há confirmação sobre sua continuidade ou duração. Pequenos clientes de telefonia fixa via UC4X, plataforma em nuvem, também questionam se o serviço será mantido.

Cenário futuro e próximos passos

Com a administração judicial e o acompanhamento do governo, a expectativa é que o processo de transferência e venda de ativos se estenda pelos próximos meses. A venda da Oi Soluções e de imóveis deve seguir, ao mesmo tempo em que há esforços para garantir a continuidade dos serviços essenciais e preservar os empregos dos envolvidos.

Para mais detalhes, confira o artigo completo em Fonte original.

Com informações do Jornal Diário do Povo

Share this content:

Publicar comentário