Poupança registra saída líquida de R$ 9,6 bilhões em outubro

Os brasileiros sacaram R$ 9,6 bilhões líquidos na caderneta de poupança em outubro, segundo dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira (7/11). No mês, as entradas somaram R$ 351 bilhões, enquanto as saídas totalizaram R$ 361 bilhões, indicando uma forte tendência de retirada de recursos.

Contexto recente da poupança em 2024

  • Em 2023, o saldo líquido foi negativo em R$ 15,5 bilhões, com depósitos de R$ 4,17 trilhões e saques de R$ 4,21 trilhões.
  • Este foi o melhor resultado de captação líquida dos últimos quatro anos; em 2020, a poupança teve uma captação positiva superior a R$ 166 bilhões, enquanto 2021 registrou uma saída líquida de R$ 35,4 bilhões.
  • Os saques de 2023 representam uma redução significativa em relação ao ano anterior, quando houve uma saída líquida de R$ 87,8 bilhões, segunda maior da série histórica iniciada em 1995.

Poupança em 2025 e projeções

Até o momento, o acumulado de saídas líquidas na poupança em 2025 atingiu R$ 88 bilhões, valor bastante superior ao mesmo período de 2024, quando os saques superaram os depósitos em R$ 15,4 bilhões.

O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) teve uma saída líquida de R$ 6,8 bilhões em outubro, enquanto a poupança rural também apresentou retirada de recursos, de R$ 2,7 bilhões.

Desempenho mensal da poupança em 2025

Janeiro foi o mês com maior retirada, com R$ 26,2 bilhões. Já o maior depósito ocorreu em junho, com entrada líquida de R$ 2,1 bilhões. Confira os valores mês a mês:

Janeiro: R$ 26,2 bilhões (saída)
Fevereiro: R$ 8 bilhões (saída)
Março: R$ 11,5 bilhões (saída)
Abril: R$ 6,4 bilhões (saída)
Maio: R$ 336,9 milhões (entrada)
Junho: R$ 2,1 bilhões (entrada)
Julho: R$ 6,2 bilhões (saída)
Agosto: R$ 7,6 bilhões (saída)
Setembro: R$ 15 bilhões (saída)
Outubro: R$ 9,6 bilhões (saída)

A forte saída em janeiro foi o principal fator para o saldo negativo até o momento neste ano, refletindo uma possível mudança no comportamento dos investidores e consumidores brasileiros.

Especialistas avaliam que o cenário de instabilidade econômica e expectativas de altas de juros contribuíram para a preferência por retirar recursos da poupança, considerada uma aplicação de menor risco, mas que atualmente apresenta retornos menores em comparação a outros investimentos.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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