Lula lança Fundo Florestas Tropicais para Sempre na Cúpula do Clima

Durante a Cúpula do Clima, realizada em Belém nesta quinta-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), uma iniciativa voltada à preservação da Amazônia e de outras florestas em países em desenvolvimento. O anúncio contou com convite às nações para apoio financeiro, visando captar pelo menos US$ 25 bilhões inicialmente.

Pautas do TFFF e potencial de investimento

O Fundo, apresentado por Lula, não é uma doação, mas uma ferramenta de investimentos que complementa mecanismos de pagamento por emissão de gases do efeito estufa. Segundo o presidente, o objetivo é captar recursos soberanos de países desenvolvidos e em desenvolvimento, formando um fundo de capital misto. Assim, investidores poderão recuperar seu capital com remuneração compatível, contribuindo para a preservação florestal.

Na proposta, os países poderiam receber até US$ 4 por hectare preservado, considerando uma área de 1,1 bilhão de hectares de florestas tropicais distribuídos em 73 nações em desenvolvimento. A expectativa é que o fundo inicialmente alcance US$ 25 bilhões, podendo chegar a US$ 125 bilhões com o engajamento do setor privado.

Contribuições internacionais e perspectivas

Na abertura das negociações, o Brasil anunciou que destinará US$ 1 bilhão de recursos próprios para iniciar o fundo. A Noruega lidera com uma oferta de US$ 3 bilhões, seguida pela Indonésia com US$ 1 bilhão, além de Portugal, que comprometeu US$ 1 milhão. Há rumores de que Alemanha, China, Holanda e Emirados Árabes Unidos também manifestarão interesse em apoiar a iniciativa. O Reino Unido, por sua vez, desistiu de participar, apesar do entusiasmo do Príncipe William.

Relevância econômica e ecológica

Especialistas destacam que o TFFF é uma inovação que une conservação ambiental e retorno financeiro, permitindo que investidores recuperem recursos com taxas médias de mercado. A iniciativa tem recebido elogios de economistas e ambientalistas, pois alinha preservação com sustentabilidade econômica.

Desafios e próximos passos

Para que o Fundo seja efetivo, será necessário o empenho político dos países participantes, que dependem de decisões governamentais e políticas de longo prazo. Segundo o ministro Fernando Haddad, a expectativa é alcançar US$ 10 bilhões em aportes até o fim da presidência brasileira da COP, em 2026. O Brasil lidera o processo, mas a adesão plena será fundamental para o sucesso do projeto.

A iniciativa representa uma oportunidade única de fortalecer os esforços internacionais contra as mudanças climáticas, promovendo a preservação das florestas tropicais enquanto gera retorno financeiro aos investidores. Resta agora conquistar o compromisso político de todos os envolvidos para transformar essa proposta em ação concreta.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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