França exige cláusulas de segurança antes de aprovar acordo com Mercosul
O ministro francês para Assuntos Europeus alertou, neste domingo (2), que a França não aceitará o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul sem a implementação de cláusulas de segurança que protejam o setor agrícola francês. A declaração reforça a resistência da França à assinatura do pacto, que está em negociação há anos e ainda necessita de ratificação dos Estados-membros da UE.
Preocupação com impactos no setor agrícola francês
Segundo Benjamin Haddad, a França teme que o aumento das importações de carne, açúcar e arroz provenientes de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai possa inundar o mercado francês. “Queremos que essa cláusula seja acordada e reconhecida pelos países do Mercosul antes da assinatura de qualquer acordo”, afirmou ao Journal du Dimanche (JDD).
A Comissão Europeia anunciou, em setembro, que adotaria “medidas de segurança” na tentativa de obter o apoio da França. O objetivo é garantir que o acordo, assinado no final de 2024, não prejudique os agricultores europeus.
Medidas de segurança e monitoramento
Bruxelas estabeleceu cláusulas de segurança reforçadas, incluindo mecanismos de monitoramento dos produtos considerados sensíveis, como carnes e cereais, para evitar impactos negativos no mercado europeu. A França também pede a implementação de um mecanismo mais rigoroso de controles sanitários para garantir a proteção do setor agrícola.
Contexto e avanços na negociação
O acordo, aprovado pela Comissão Europeia em setembro de 2025, ainda precisa ser ratificado pelos 27 Estados-membros da União Europeia para entrar em vigor. A expectativa é que a assinatura definitiva ocorra até o final deste ano, durante a presidência rotativa do Brasil no Mercosul, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o mesmo link, o acordo visa ampliar as exportações europeias de carros, máquinas e bebidas alcoólicas para a América Latina, enquanto facilita a entrada de produtos agrícolas brasileiros na Europa.
O principal entrave atual é a necessidade de garantir que o setor agrícola francês seja preservado contra uma possível entrada maciça de concorrentes estrangeiros, especialmente diante do aumento de importações de alimentos considerados sensíveis. A França mantém forte pressão para que o acordo seja revisado com cláusulas de segurança mais robustas antes de sua assinatura final.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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