Senadores dos EUA se unem contra tarifas de Trump sobre o Brasil

Um grupo de senadores republicanos se juntou aos democratas nesta terça-feira para aprovar uma legislação que busca cancelar as tarifas de Donald Trump sobre o Brasil. A votação, que contou com 52 votos favoráveis, evidencia uma divisão interna no Partido Republicano em relação às políticas tarifárias do ex-presidente e atual padrão de uso de poderes econômicos pelos Estados Unidos.

Divisão entre republicanos e o uso de tarifas

A medida ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados, que até o momento não votou legislação semelhante, e é quase certa de ser vetada pelo presidente Joe Biden, caso chegue à Sua Mesa. Apesar disso, a votação no Senado representa uma forte sinalização de resistência de algumas alas republicanas às tarifas impostas por Trump, além de uma crítica às suas políticas comerciais.

Senadores aliados à causa

Entre os apoiadores estão cinco republicanos: Thom Tillis, Rand Paul, Lisa Murkowski, Mitch McConnell e Susan Collins. Essa união com os democratas mostra uma frágil coalizão contrária às ações tarifárias do ex-presidente, que utilizou essas medidas para tentar equilibrar déficits comerciais, especialmente com países como o Brasil.

Contexto das sanções tarifárias

As tarifas comerciais contra o Brasil são consideradas incomuns, pois os Estados Unidos mantêm um superávit comercial com o país. Além disso, Trump justificava suas tarifas como uma estratégia para reduzir os déficits comerciais dos EUA. No entanto, críticos acusaram o ex-presidente de usar as tarifas politicamente, especialmente após suas críticas ao atual presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

Trump também alegou que o governo brasileiro perseguiu injustamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de envolvimento em uma tentativa de golpe após sua derrota em 2022. Lula, por sua vez, demonstrou otimismo diante da possibilidade de uma solução para o conflito, destacando seu encontro com Trump durante a cúpula da APEC como “surpreendentemente bom”.

Perspectivas e próximo passos

A votação no Senado foi a primeira sobre as tarifas impostas ao Brasil. Enquanto isso, a Câmara dos Deputados ainda não se manifestou sobre esse tema. Além das tarifas ao Brasil, os senadores também planejam votar novamente sobre medidas para encerrar os poderes de emergência que Trump usou para aplicar tarifas ao Canadá e outros países, uma prática que gerou controvérsia.

Por sua parte, Mitch McConnell criticou duramente a política tarifária de Trump, afirmando que as tarifas elevam os custos de construção e compra nos Estados Unidos e ressaltando os prejuízos econômicos de guerras comerciais, que, segundo ele, não são exceção, mas regra na história.

Segundo avaliações, a iniciativa no Senado demonstra um movimento importante de resistência às tarifas unilaterais e pode abrir caminho para uma revisão mais ampla das políticas comerciais dos EUA.

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Com informações do Jornal Diário do Povo

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