Produtos de limpeza clandestinos representam risco à saúde, alerta pesquisa

Dados da terceira edição da pesquisa sobre a informalidade no setor de produtos de higiene, realizada pela Abipla e pela Abralimp, mostram que 14% dos produtos de limpeza utilizados no Brasil são comercializados de forma irregular. Essa proporção cresceu em relação ao ano passado, quando correspondia a 11%, chegando a 22% durante a pandemia devido à alta demanda por higienização.

Compra de produtos de limpeza ilegais e riscos envolvidos

Segundo o levantamento, aproximadamente 8% dos brasileiros adquiriram produtos diretamente de caminhões que circulam pelas ruas, prática ilegal e sem regulamentação oficial. O comércio informal de saneantes representa mais de R$ 5 bilhões no mercado clandestino, provocando sérias preocupações sanitárias e de segurança.

Principais perigos dos produtos clandestinos

Itens de uso cotidiano, como água sanitária, podem apresentar concentrações alteradas de cloro, causando irritações na pele e vias respiratórias, explica o toxicologista Sérgio Graff. Limpadores de panelas que contêm substâncias proibidas, como ácidos em níveis elevados, podem provocar queimaduras. Produtos como sabonetes e amaciantes também podem estar contaminados, aumentando o risco de intoxicação, sobretudo porque as embalagens ilegais frequentemente não possuem tampas de resistência adequada, facilitando acidentes com crianças.

Pseudoeconomia e impacto na saúde

A presidente da Abipla, Juliana Marra, alerta que a aparente economia de adquirir esses produtos de forma informal é falsa, já que eles podem ser ineficazes na limpeza e representar um risco sério à saúde. Além disso, a prática compromete a segurança do consumidor, que não tem garantia de qualidade ou de fiscalização adequada.

Recomendações aos consumidores

Autoridades e especialistas recomendam a compra de produtos de higiene em pontos autorizados e a desconfiança de ofertas muito abaixo do valor de mercado, que indicam possível ilegalidade. O uso de produtos de limpeza regulamentados e corretamente embalados é fundamental para evitar acidentes ou efeitos nocivos.

Perspectivas futuras e ações de fiscalização

O aumento do mercado clandestino revela a necessidade de fiscalização mais rígida e campanhas de conscientização para orientar a população sobre os riscos da informalidade. O combate a essas práticas deve ser reforçado por órgãos de inspeção sanitária, que atuam para proteger a saúde dos consumidores e garantir a segurança do setor.

Para mais informações, confira a matéria completa em O Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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