Salários e benefícios de tripulantes do Oriente Médio atraem brasileiros

Aos poucos, a rotina de trabalho como tripulante de companhias aéreas do Oriente Médio ganha destaque entre profissionais brasileiros. O relato recente de uma comissária de bordo argentina da Emirates que divulgou seu salário e benefícios nas redes sociais reacendeu o debate sobre essa oportunidade de carreira, marcada por altas remunerações e vantagens exclusivas.

Salários atrativos e benefícios exclusivos

Segundo relatos de profissionais que atuam no Golfo, os salários iniciais para comissários de classe econômica na Emirates podem chegar a cerca de 15 mil reais mensais, incluindo pagamento fixo, horas de voo e diárias internacionais. Além disso, oferecem moradia mobiliada gratuita, contas de água e energia pagas, transporte, 30 dias de férias ao ano e bilhetes aéreos gratuitos — detalhes que explicam a popularidade dessa carreira entre brasileiros.

Lucas Ramos, comissário brasileiro que trabalhou na Etihad e atualmente voa na Flydubai, comenta: “As empresas dos Emirados exigem apenas Ensino Médio, inglês fluente e um ano de experiência. Elas cuidam de tudo, desde a mudança até o treinamento, considerando isso um investimento que garante retorno”.

Facilidade na contratação e rotina desafiadora

Ramos destaca que o processo seletivo é rápido, com etapas presenciais que duram apenas um ou dois dias em várias cidades do Brasil. Após a aprovação, a companhia cobre todos os custos de mudança e formação. No entanto, o trabalho não é só glamour; envolve longas jornadas, muitas vezes ultrapassando 14 horas de voo, além da necessidade de adaptação às mudanças de fuso horário e rotinas de descanso irregulares.

“A rotina é intensa, mas salvam as vantagens. Tenho liberdade financeira, um padrão de vida diferente e posso economizar bastante”, afirma Ramos. Ainda assim, ele reconhece que a profissão exige disciplina, resistência física e capacidade de lidar com diferentes culturas.

Desafios da rotina e experiências enriquecedoras

A rotina de um tripulante inclui escalas que variam bastante, chegando a 100 horas de voo por mês, além de períodos de descanso em destinos variados. “Não é para todo mundo. Muitos entram e saem rapidamente, não se adaptando ao estilo de vida”, explica Ramos. No entanto, a experiência de conviver com colegas de diversas nacionalidades e conhecer novas culturas é considerada uma das maiores recompensas da carreira.

“Apesar dos desafios, trabalhar aqui amplia a visão de mundo, promove respeito às diferenças e transforma a maneira de enxergar a vida”, diz Ramos. Para ele, morar nos Emirados e atuar nessa rotina valem a pena, sobretudo pela segurança financeira e qualidade de vida.

Impacto na carreira e na vida pessoal

Lucas também avalia positivamente a experiência de morar em um país seguro e de alto padrão, onde o salário possibilita uma vida confortável e até mesmo oportunidades de viagem e economia. “Gosto de viver aqui. Dá para pagar contas, guardar dinheiro, ajudar a família e aproveitar momentos de lazer”, relata.

Embora o custo de vida seja elevado, os benefícios e os salários mais altos compensam as dificuldades e o esforço exigido na rotina. Essa realidade atrai cada vez mais brasileiros que buscam uma carreira internacional que ofereça estabilidade e boas condições de trabalho.

Para quem pensa em seguir esse caminho, o setor recomenda estudar inglês fluente e estar preparado para a rotina intensa, que, apesar de desafiadora, pode abrir portas para uma vida com mais possibilidades.

Confira detalhes adicionais na reportagem completa no site do jornal O Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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