Taxa de inadimplência de aluguel atinge maior nível em 16 meses
A taxa de inadimplência de aluguel no Brasil voltou a subir em setembro, atingindo 3,80%, o maior nível em 16 meses, de acordo com o Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, plataforma especializada no mercado imobiliário. A alta interrompeu uma sequência de estabilidade observada nos meses anteriores, quando a inadimplência permanecia em 3,76%.
Fatores que influenciam a alta da inadimplência e projeções
Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, ressaltou que a elevação da inadimplência em setembro mostra que muitas famílias continuam com o orçamento comprometido. “É fundamental acompanhar as projeções de inflação e juros, pois esses indicadores impactam diretamente no endividamento e na capacidade de pagamento dos inquilinos neste fim de ano”, afirmou.
Impacto do aumento na inadimplência por segmento e região
Entre os imóveis residenciais, a inadimplência recuou na faixa de alta renda (aluguéis acima de R$ 13 mil), de 7,02% em agosto para 5,70% em setembro, após sucessivas altas desde maio. Os imóveis com aluguel de até R$ 1 mil também tiveram queda, de 6,32% para 5,96%, embora ainda representem uma das maiores taxas, sinalizando dificuldades nesse segmento.
No segmento comercial, a inadimplência na faixa de até R$ 1 mil aumentou de 8,41% em agosto para 9,89% em setembro, uma alta de 1,48 ponto percentual. Imóveis de R$ 2 mil a R$ 3 mil apresentaram a menor taxa, com 4,52%.
Diferenças regionais na inadimplência de aluguel
Regionalmente, o Nordeste lidera com taxa de 5,97%, alta de 1,03 ponto percentual em relação a agosto. O Norte aparece com 4,86%, também em crescimento. Já o Centro-Oeste teve uma leve redução para 3,49%, enquanto o Sudeste registrou 3,42%, com recuo de 0,20 ponto percentual. A menor taxa foi observada no Sul, com 3,28%, praticamente estável.
Consequências e perspectivas para o mercado de aluguel
A elevação da inadimplência preocupa investidores e proprietários, que podem adotar medidas mais rígidas na liberação de novos contratos ou no reajuste de valores. Além disso, o cenário exige atenção às projeções econômicas, especialmente em relação à inflação e aos juros, que influenciam a capacidade de pagamento dos inquilinos ao longo do último trimestre de 2025.
A publicada pela Gazeta do Globo reforça que o aumento da inadimplência também tem relação com as apostas online, uma vez que 13% dos inquilinos já atrasaram pagamentos por causa de jogos de azar, indicando um impacto social e econômico dessa nova realidade.
O mercado imobiliário precisa, agora, de estratégias que contribuam para mitigar os riscos e proteger os investidores durante esse período de instabilidade econômica.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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