Ex-funcionário do iFood é alvo de operação por venda de dados sigilosos
A Unidade de Polícia Judiciária (UPJ) de Piracicaba, interior de São Paulo, cumpriu nesta sexta-feira (24) um mandado de busca e apreensão contra um ex-funcionário do iFood suspeito de transferir milhares de dados de clientes e informações internas da empresa para dispositivos pessoais. As informações abrangem mais de 4 mil restaurantes cadastrados na plataforma, de acordo com uma fonte ao GLOBO.
Operação após denúncia de espionagem
Durante o cumprimento da ordem judicial, diversos dispositivos eletrônicos, como computadores, celulares e pen drives, foram apreendidos para perícia técnica. A investigação apura uma possível prática de concorrência desleal, iniciada após o iFood denunciar que o ex-colaborador teria levado informações sigilosas ao deixar a empresa. O caso é tratado como uma tentativa de espionagem corporativa.
Investigações e movimentações clandestinas
O processo aponta que consultorias estrangeiras têm procurado funcionários do iFood pelo LinkedIn, oferecendo dinheiro por informações sobre lucro, estrutura operacional e canais de entrega. Uma dessas empresas, identificada como China Insights Consultancy (CIC Global), de origem chinesa, estaria oferecendo valores a funcionários do aplicativo em troca de dados confidenciais, conforme investigação.
Relato de mensagens e valores recebidos
Um funcionário do iFood revelou, por meio de um grupo chamado “Rádio Peão ifood”, que recebeu mais de R$ 5 mil por compartilhar informações. Em áudios, ele relatou o contato de uma consultoria, enviando prints de valores, perguntas feitas e respostas enviadas, incluindo questões sobre entrada de concorrentes estrangeiras, como 99 e Meituan.
Respostas das empresas envolvidas
A Meituan, de origem chinesa, afirmou ao GLOBO que “não contrata quaisquer empresas para abordar indivíduos em seu nome para os fins mencionados” e que não recebeu nenhuma notificação oficial. A CIC Global ainda não retornou o contato, mas permanece disponível para esclarecimentos.
Compromisso do iFood com práticas éticas
Por meio de nota, o iFood afirmou que “os casos tramitam em segredo de justiça e o iFood se manifestará somente nos autos por meio do escritório Feller Advogados”. A plataforma reforçou que repudia qualquer prática de concorrência desleal, incluindo espionagem corporativa, e trabalha para manter um ambiente transparente no setor de delivery.
Contexto internacional e possíveis ameaças
A investigação aponta também que consultorias estrangeiras tentam obter informações de funcionários de grandes empresas brasileiras, oferecendo dinheiro para revelar dados estratégicos. Além disso, a operação reforça os riscos de espionagem na era digital, especialmente em setores competitivos e estratégicos para a economia.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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