Azul apresenta plano de reestruturação, mira saída da recuperação judicial em 2026

A Azul Linhas Aéreas revelou, nesta quarta-feira (24), um plano atualizado de negócios como parte do processo de reestruturação no âmbito do capítulo 11, legislação equivalente à recuperação judicial nos Estados Unidos. A companhia espera sair do processo até o início de 2026, ao atingir metas específicas de alavancagem financeira.

Reestruturação e metas financeiras

Segundo a Azul, a estratégia inclui a redução do endividamento e melhorias na produtividade. O plano aponta uma economia de custos de R$ 747 milhões já alcançada, com potencial de atingir R$ 907 milhões até o momento. A expectativa é que, ao final do processo, a companhia esteja significativamente mais saudável, com dívidas menores e passivos de arrendamento reduzidos.

Redução do endividamento e recuperação financeira

Com a renegociação de contratos e melhora na geração de caixa, a dívida líquida da Azul, que em meados deste ano representava 4,9 vezes o EBITDA, deve cair para 2,5 vezes até fevereiro de 2026. A projeção é que esse indicador seja reduzido ainda mais, atingindo 0,8 vezes até 2029. A empresa também prevê uma redução do câmbio de seu endividamento, além de diminuir os pagamentos de arrendamento de aeronaves em 32,9% desde a solicitação do chapter 11 em maio.

A companhia estima que, em 2025, a receita líquida operacional será de R$ 22,1 bilhões, crescendo para R$ 23,4 bilhões em 2026 e atingindo R$ 27,7 bilhões em 2029. Esses números fazem parte do esforço de recuperação financeira e expansão sustentável da Azul.

Ajustes na frota e na malha aérea

Como parte do plano de reestruturação, a Azul implementou um plano de racionalização na utilização de sua frota, incluindo uma redução na capacidade de voo e um ajuste no mix de aeronaves no curto prazo. Desde maio, houve uma renegociação que resultou na diminuição de 32,9% dos custos com arrendamentos de aeronaves. Na ocasião, a empresa possuía uma frota de 184 aviões.

Perspectivas e estratégias futuras

O CEO da Azul, John Rodgerson, afirmou que o plano busca “reconstruir” a companhia para torná-la mais forte, alinhada ao desejo de todos os colaboradores e executivos. Ele destacou que a redução do endividamento e o aumento da geração de caixa são conquistas importantes até agora, ressaltando que o processo é essencial para a preparação da empresa para o futuro.

O executivo destacou que a iniciativa também contempla uma fusão de tecnologias e uma melhora na eficiência operacional, fatores que contribuirão para o fortalecimento da Azul no mercado de aviação brasileiro e internacional.

Contexto e cenário atual

Desde sua entrada com pedido de recuperação judicial em maio, a Azul tem trabalhado para restabelecer sua saúde financeira, ajustando estratégias de frota, preços e rotas. O processo, que ainda está em andamento, busca colocar a companhia em uma posição mais competitiva, com foco na sustentabilidade econômica a longo prazo.

Para acompanhar esses esforços, a empresa mantém seu compromisso com a inovação e a eficiência, preparando-se para o retorno ao crescimento sustentável no setor aéreo nacional.

Mais detalhes podem ser conferidos na reportagem completa no site do O Globo.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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