Trump confiante em acordo com China antes de reunião com Xi

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (22) estar confiante na possibilidade de firmar um acordo comercial com a China. A declaração foi feita em Washington, poucas horas antes de sua reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, na Coreia do Sul.

Expectativa e temas em discussão

Trump destacou a retomada das compras de soja chinesa dos Estados Unidos como um sinal de avanço nas negociações comerciais. Ele também mencionou a possibilidade de incluir a China em discussões sobre controle de armas nucleares, em resposta às declarações recentes do presidente russo, Vladimir Putin, sobre a redução de tensões no setor.

A reunião entre Trump e Xi está prevista para a próxima semana, na Coreia do Sul, à margem de uma conferência econômica regional. Segundo fontes oficiais americanas, o encontro deve ser breve, de caráter informal (“pull-aside”), focando em assuntos comerciais e energéticos.

Agenda diplomática e pontos de disputa

A agenda de Trump inclui visitas à Malásia, Coreia do Sul e Japão, com encontros em diferentes fóruns internacionais. No domingo (26), ele participará da reunião da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) em Kuala Lumpur, e na sequência, na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec). Uma reunião com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, também está prevista.

Entre os tópicos de maior tensão, estão as restrições chinesas às exportações de elementos de terras raras e ímãs industriais, considerados estratégicos para setores como tecnologia e energia. Washington e aliados avaliam respostas coordenadas, caso Pequim mantenha o controle rigoroso sobre essas exportações, o que seria visto como inaceitável por autoridades americanas.

Impacto no comércio agrícola e energético

O comércio agrícola está no centro das negociações, com os EUA buscando ampliar as exportações de soja e outros produtos rurais para a China. Além disso, as importações chinesas de petróleo russo também fazem parte do foco, considerados por Trump como uma questão de segurança econômica global.

Apesar da confiança de Trump, as tensões entre os dois países aumentaram recentemente. Como resposta às restrições chinesas, o presidente anunciou tarifas adicionais de 100% sobre produtos chineses, começando em 1º de novembro. Trump também afirmou que um corte de laços comerciais poderia ocorrer se as negociações não avançarem.

Especialistas avaliam que o encontro pode representar uma oportunidade para reequilibrar as relações econômicas, mas alertam para os riscos de uma escalada na disputa comercial.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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