Maioria das empresas brasileiras ainda está em estágio inicial de ESG, aponta estudo

Um estudo realizado pela KPMG intitulado “Índice ESG de Maturidade de Asseguração de 2025” aponta que a maioria das empresas brasileiras ainda está em etapas iniciais na implementação de ações relacionadas ao meio ambiente, social e governança (ESG). A pesquisa ouviu 1.320 executivos de diversos setores e regiões, representando uma receita média de 16,8 bilhões de dólares por organização.

Diferenças entre empresas mais maduras e iniciantes em ESG

Segundo o levantamento, companhias com maior maturidade em ESG apresentam características como participação ativa do conselho, uso de tecnologias digitais e integração efetiva dos fatores ESG nas estratégias operacionais. Em contrapartida, aquelas em estágios menos avançados ainda enfrentam desafios relacionados à governança limitada e sistemas de dados pouco desenvolvidos.

Desafios na gestão de informações

A KPMG destaca a importância de sistemas de gestão eficientes e governança sólida para facilitar a tomada de decisão. A asseguração de informações é vista como um componente complementar nesse processo. No entanto, no contexto brasileiro, grande parte das empresas ainda está em níveis iniciais ou intermediários na adoção dessas práticas, o que compromete a qualidade e confiabilidade dos dados.

Ações estratégicas para acelerar a sustentabilidade corporativa

A pesquisa indica cinco ações essenciais para impulsionar a evolução das práticas ESG:

  1. Fortalecimento da governança: incluir a supervisão de temas ESG no conselho, atribuindo responsabilidades sobre riscos, desempenho e transparência.
  2. Capacitação interna: desenvolver competências das equipes para interpretar padrões, gerenciar dados e interagir com provedores de asseguração.
  3. Melhoria nos sistemas de dados: criar plataformas robustas para coleta, validação e relato de métricas ESG.
  4. Adoção de tecnologias digitais: implementar plataformas e ferramentas de inteligência artificial para aprimorar relatórios e análises.
  5. Engajamento da cadeia de valor: estender práticas ESG a fornecedores e parceiros, promovendo consistência nas divulgações.

Transformação estrutural e próximos passos

Para que as empresas possam não apenas reportar, mas também gerenciar riscos e oportunidades de forma integrada, é fundamental adotar ações que reforcem a governança, capacitem equipes, aprimorem sistemas de dados e promovam o engajamento em toda a cadeia de valor. A previsão é que a implementação dessas estratégias contribua para uma evolução sustentável mais acelerada no Brasil.

Segundo a KPMG, esforços como o fortalecimento da governança, o desenvolvimento de competências internas e o uso de tecnologias digitais são indispensáveis para a transformação estrutural das organizações rumo à sustentabilidade.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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