Piloto da Japan Airlines é afastado após consumo de álcool antes de voo

A Japan Airlines (JAL) afastou um de seus pilotos após a descoberta de que ele tinha consumido álcool antes de um voo internacional, realizado no final de agosto, de Honolulu para Nagoya. O incidente gerou questionamentos sobre a gestão da segurança na companhia aérea, que enfrenta uma reputação manchada por episódios semelhantes no passado.

Investigação e reações oficiais

Funcionários do Ministério dos Transportes do Japão realizaram uma inspeção surpresa na sede da JAL na última quarta-feira, conforme informou a emissora FNN. A companhia aérea, por sua vez, não quis comentar o relatório sobre a auditoria governamental nem detalhes do episódio. O ministério também não se manifestou oficialmente sobre o incidente.

Em comunicado enviado por e-mail, a JAL pediu desculpas aos clientes e às partes envolvidas: “Pedimos sinceras desculpas a nossos clientes e a todas as partes envolvidas pelo transtorno e pelos problemas causados”. A empresa afirmou ainda que leva o assunto “muito a sério”, especialmente por estar sob orientação administrativa devido a incidentes anteriores relacionados ao consumo de álcool por pilotos.

Incidente e consequências internas

O piloto foi afastado após a descoberta do consumo de álcool antes do voo. Segundo a TV Tokyo, três voos de Honolulu foram atrasados em aproximadamente 18 horas no dia 28 de agosto devido ao episódio. Este não foi o primeiro caso envolvendo álcool na companhia, que possui um histórico de ocorrências semelhantes.

A controvérsia reacende discussões sobre a fiscalização e a gestão de segurança da Japan Airlines. Após incidentes similares em 2024, a empresa foi alvo de uma notificação de melhoria operacional emitida pelo Ministério dos Transportes japonês, que também encaminhou recomendações para reforçar a supervisão junto à companhia.

Medidas e história de intervenções

Em 2018, o presidente da JAL na época, Yuji Akasaka, foi penalizado por envolvimento em outro episódio de alcoolismo de um piloto, tendo seu salário reduzido em 20% por três meses. No final de 2024, Akasaka foi destituído da supervisão das medidas de segurança, e salários de dirigentes foram reduzidos em 30% por dois meses, reforçando a postura de maior rigor na fiscalização interna.

Segundo a companhia, estão em andamento esforços para garantir a implementação de medidas mais rigorosas e prevenir a recorrência de casos semelhantes. A JAL afirmou que “está comprometida em trabalhar como empresa para garantir a implementação rigorosa de medidas que evitem a repetição desses casos”.

Impactos e próximos passos

O episódio reforça a preocupação com a segurança na aviação japonesa, que, mesmo após anos de melhorias, ainda lida com episódios de negligência. Ainda não há previsão de novas inspeções oficiais ou mudanças imediatas, mas a situação deve encorajar uma revisão mais aprofundada dos protocolos de vigilância interna.

Leia mais sobre os movimentos na aviação internacional e os esforços de controle na corrida entre Airbus e Boeing.

Para saber mais sobre os esforços de segurança na aviação, acompanhe as novidades no site do Ministério dos Transportes do Japão.

Com informações do Jornal Diário do Povo

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