Zara é ordenada a retirar imagens de modelos magras por irresponsabilidade
A Advertising Standards Authority (ASA), órgão responsável pela regulamentação de publicidade no Reino Unido, solicitou à Zara que retire do seu site duas imagens de modelos considerados “irresponsáveis”, por apresentarem uma “magreza pouco saudável”. A decisão foi publicada nesta quarta-feira e reforça o esforço para combater padrões de beleza prejudiciais na moda.
Zara solicita modelos com atestado de saúde antes de contratar
As fotos, vinculadas a produtos, não poderão mais aparecer na forma em que foram objeto da queixa, segundo a ASA. A autoridade considerou que uma das imagens, que mostra uma modelo com uma camisa larga, evidencia um ponto focal visível na clavícula, dando a impressão de que seus braços, ombros e peito seriam excesivamente magros.
A Zara afirmou, durante a investigação, que seguiu as recomendações britânicas, solicitando às modelos envolvidas “um atestado médico que comprovasse seu bom estado de saúde” antes de contratá-las. “Estamos comprometidos em oferecer conteúdo responsável e seguimos diretrizes e controles rigorosos na seleção e fotografia de modelos”, declarou um porta-voz da marca ao site Reino Unido.
Detalhes das imagens e críticas da ASA
A segunda foto mostra uma modelo com um vestido curto, com o rosto “ligeiramente abatido”, uma clavícula “visivelmente proeminente” e pernas “particularmente finas”. A agência reguladora destacou que essas características transmitem uma imagem de saúde prejudicada, preocupando-se com a influência dessas representações na autoestima dos consumidores.
Segundo a ASA, uma das fotos — que apresenta uma modelo com uma camisa excessivamente larga — enfatiza a clavícula de forma que a destaca, reforçando a associação com uma magreza pouco saudável. Em ambos os casos, a autoridade declarou que as imagens não devem mais voltar, reforçando a responsabilidade das marcas em evitar promover padrões nocivos.
Medidas anteriores e impacto na moda
Essa não é a primeira vez que o órgão regula campanhas de moda. Em anos recentes, a ASA já proibiu imagens de marcas como Next e Marks & Spencer, que também apresentaram modelos considerados excessivamente magros. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de fomentar uma publicidade mais responsável.
A Zara garantiu que irá aderir às recomendações e adotará um procedimento mais rigoroso na seleção de modelos, buscando promover uma imagem mais saudável e realista. A medida coincide com uma crescente conscientização sobre os efeitos negativos de padrões de beleza extremos e a pressão por corpos considerados perfeitos na mídia.
Repercussão e contexto internacional
Além do Reino Unido, outros países têm intensificado ações contra o uso de imagens que promovem padrões prejudiciais. A Dinamarca, por exemplo, proibiu o uso de fotos de modelos magros demais, exigindo pareceres médicos semelhantes. Essas medidas demonstram um movimento global de combate à publicidade que incentiva a magreza excessiva.
Para saber mais, acesse o link original.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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