Escolas tradicionais de idiomas investem no digital para enfrentar concorrência online
Nos últimos anos, o mercado de idiomas no Brasil passou por uma transformação significativa devido à ascensão de plataformas digitais como Duolingo, Memrise e Babbel, que oferecem ensino gratuito e interativo. Em resposta, renomadas escolas tradicionais vêm investindo fortemente no ensino online para manter sua relevância no cenário atual.
Expansão do ensino digital e novas estratégias
Para competir com as plataformas cibernéticas, as escolas de idiomas estão cada vez mais investindo em aulas remotas, combinando tecnologia, inteligência artificial (IA) e recursos de ensino digital. Essa tendência tem atraído principalmente o público adulto, que busca flexibilidade para estudar sem deslocamentos e com mensalidades até 40% mais baixas que o presencial.
Dados sobre crescimento do ensino online
Segundo estudo da especialista Verônica Melendez, em 2019 havia cerca de 2 milhões de matrículas em cursos de idiomas online. Até 2023, esse número dobrou, atingindo 4,2 milhões, com projeções de 5,5 milhões até 2025. A modalidade digital hoje representa aproximadamente 30% do total de alunos.
Implementação de tecnologia e manutenção do presencial
Mesmo com a ampliação do ensino remoto, as escolas mantêm unidades físicas, modernizando suas estruturas e reduzindo o número de alunos por sala. O uso de IA em processos de seleção, personalização do aprendizado e desenvolvimento de plataformas próprias são sinais dessa transição para o digital, que ainda está em fase de consolidação.
Casos de destaque no mercado
Instituições como o Ibeu, com 88 anos de história, expandiram sua oferta online, criando aplicativos interativos e plataformas digitais, como o “My Brasas”, que utilizam IA para tornar o estudo mais atraente. Segundo o diretor da escola, Alexsander Vieira, implementar recursos tecnológicos possibilita atender a alunos de qualquer lugar do Brasil, sem necessidade de deslocamento.
Da mesma forma, a Cultura Inglesa lançou o programa “Turbo”, uma modalidade 100% online que promete ensinar iniciantes em até dois anos, com conteúdo interativo e valor até 40% inferior ao método tradicional. Wilson Diniz, CEO da rede, destaca que sempre haverá público para diferentes formatos de ensino, cada um atendendo a distintas preferências.
Perspectivas futuras e impacto na educação de idiomas
Especialistas apontam que o uso de IA e plataformas digitais potencializa a personalização do ensino e amplia o acesso ao estudo de idiomas. A tendência é que as escolas tradicionais sigam diversificando suas ofertas, conciliando modalidades presenciais e remotas, de modo a atender às necessidades de diferentes perfis de alunos.
Segundo a superintendente acadêmica da Vânia Furtado, a expansão do digital ela revela que, nos próximos anos, a igualdade de matrículas entre presencial e online será uma realidade, refletindo a busca por conveniência, economia e qualidade do ensino.
Para mais detalhes sobre a transformação do mercado de idiomas no Brasil, consulte a matéria completa na Fonte original.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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