Venezuela sinaliza abertura para relações energéticas com os EUA
Nesta quarta-feira (7), Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, declarou que o país está aberto a fortalecer as relações energéticas com os Estados Unidos, após a Casa Branca informar sobre um acordo de petróleo. A aproximação ocorre em meio a negociações que visam reativar a exportação de petróleo venezuelano para os EUA.
Venezuela e EUA discutem parceria energética
Segundo Delcy Rodríguez, o governo venezuelano trabalha para construir relacionamentos comerciais que beneficiem ambos os lados. Ela ressaltou que o país busca encaixar suas ações na estratégia de cooperação mútua, após a recente movimentação do Departamento de Energia dos EUA de iniciar a comercialização de petróleo venezuelano.
Declarações do governo americano e potencial de negócios
O presidente Donald Trump afirmou que a Venezuela concordou em usar a receita obtida com a venda de petróleo para adquirir produtos fabricados nos Estados Unidos, incluindo medicamentos, equipamentos médicos e itens de infraestrutura energética. Em publicação na rede social Truth Social, Trump destacou: “A Venezuela está se comprometendo a fazer negócios com os EUA como seu principal parceiro — uma escolha sensata e muito benéfica para ambos os povos”.
O Departamento de Energia dos EUA revelou que as vendas de petróleo venezuelano começam já e serão feitas por tempo indeterminado, com toda a receita depositada em contas controladas pelos americanos. Os recursos, segundo o órgão, beneficiarão tanto o população dos EUA quanto a da Venezuela, conforme decisão do governo norte-americano.
Avanços nas negociações e estratégia dos EUA
A petroleira estatal venezuelana PDVSA confirmou que as negociações com os EUA avançaram, discutindo termos semelhantes aos firmados com parceiros internacionais, como Chevron. Além disso, o governo americano já iniciou a comercialização de petróleo venezuelano, visando a garantir suprimentos e reduzir o impacto das sanções.
Exportação de petróleo e movimentações militares
Trump declarou que os EUA planejam refinarem e venderem até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano retidos devido a bloqueios anteriores. A operação, que visa desviar o petróleo da China, busca também ajudar a Venezuela a evitar cortes ainda mais severos na produção de petróleo, que atualmente é de cerca de 1 milhão de barris por dia, muito abaixo de suas reservas totais.
Na última terça-feira, a Reuters informou que países envolvidos nas negociações já discutiam detalhes para a exportação de petróleo para os Estados Unidos, que ocorrerá a preço de mercado. Essas operações acontecem após uma ação militar americana que resultou na prisão de Nicolás Maduro, com saldo de ao menos 55 mortos entre militares venezuelanos e cubanos.
Implicações e próximas etapas
Donald Trump afirmou que a receita obtida com o petróleo será utilizada de forma responsável, com controles para garantir benefícios ao povo venezuelano e americano. Os recursos estarão sob gestão dos Estados Unidos, que planejarem o transporte direto dos barris para os portos norte-americanos.
O governo venezuelano vem acumulando milhões de barris de petróleo em navios e tanques, sem possibilidades de exportação devido ao embargo imposto pelos EUA. A estratégia de Trump busca pressionar o governo de Maduro e estimular a entrada de grandes empresas petrolíferas americanas no setor venezuelano.
Segundo porta-voz da Casa Branca, análises e reuniões com representantes do setor petrolífero serão realizadas ainda nesta semana para definir detalhes das operações. A expectativa é de que as exportações reforcem a cooperação entre os dois países, ainda que de forma condicionada às políticas de Washington.
Com informações do Jornal Diário do Povo
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